Maratona de Atenas
Também em corridas mais participadas, a correcta leitura de uma tabela de classificação pode dar uma ideia mais precisa do nível de dificuldade da prova

Um novo estudo refere que o exercício físico reduz o risco de sofrer sete tipos de cancro, concretamente o da mama, cólon, endométrio, rim, fígado, mieloma e linfoma de Hodgkin.

Segundo Alpa Patel, da Sociedade Norte-americana do Cancro e a principal investigadora deste revolucionário estudo, há uma probabilidade de redução de 27% do cancro no fígado se a pessoa realizar um trabalho aeróbico durante 30 minutos por dia durante cinco dias.

«Os estudas da atividade física têm-se centrado sempre no impacto nas doenças crónicas como as cardiovasculares e as diabetes. Os nossos dados revelam que os níveis recomendados de exercício também são importantes para a prevenção do cancro», revela Alpa Patel.

Além do mais, a associação entre a prevenção do cancro e o exercício físico tem ganho, nos últimos anos, algum relevo na comunidade científica. Por exemplo, em 2017, a Associação Norte-americana de Oncologia Médica (ASCO) defendeu a necessidade de prescrever em vez de recomendar o exercício físico. Segundo a entidade, entre os 30 e 60 minutos de movimento moderado por dia reduzem o risco do cancro da mama.

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O estudo de Alpa Patel, publicado na Journal of Clinical Oncology, não revela em pormenor a quantidade de tempo necessário de exercício físico para diminuir o risco do cancro. No entanto, a investigadora defendeu que um indivíduo que realiza uma atividade física intensa, como a corrida, durante 30 minutos e cinco vezes por semana, apresenta um risco menor de sofrer um cancro de cólon de 14%, de 17% do rim, de 27% do fígado e de 19% de mieloma. No caso da mulher, o risco é reduzido em 10% na mama, 18% do endométrio e 18% do linfoma de Hodgkin.

Recorde-se que, atualmente, a Organização Mundial da Saúde aconselha que os adultos (entre os 18 e 64 anos) devem realizar, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada (dançar, caminhada, tarefas domésticas) ou 75 minutos semanais de atividade aeróbica intensa (running, aeróbica ou ciclismo).

Os especialistas defendem ainda que a atividade física apresenta os princípios ativos necessários para contrapor a fadiga e a debilidade muscular que são sinónimos do tratamento oncológico baseado na quimioterapia, a cirurgia e radioterapia.

O exercício físico melhora estes sintomas, mas também o estado de ânimo, a motivação, ajuda na insónia, a ansiedade, o medo, a recuperar um peso saudável, aumenta o funcionamento cardíaco e pulmonar, reduz o stress oxidativo e tem um efeito positivo no sistema imune. Ou seja, razões mais do que suficientes para… correr!

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