A Tri at Portugal vai organizar o seu primeiro estágio entre 12 e 19 de setembro na Serra da Estrela. Um projeto «de triatletas para triatletas», defende Andreia Valério, ex-triatleta, fundadora e atual CEO da empresa.

Como surgiu a Tri at Portugal e desde quando está no nosso país?
A Tri at Portugal nasceu de triatletas para triatletas, pela necessidade que tínhamos em encontrar locais para ir de férias que fossem compatíveis com os nossos treinos. A primeira semente foi plantada em 2018 e, no final de 2019, abrimos o projeto ao mundo. Somos portugueses e queremos mostrar o que de melhor tem o nosso país, para fazer férias em família e juntando a possibilidade de treinar.

Concretamente, qual a proposta da Tri at Portugal?
A Tri at Portugal é uma agência de viagens, receptora, que oferece férias em família para triatletas. Juntamos ao tradicional transfer e alojamentos, treino nas 3 modalidades de triatlo acompanhado por monitor e atividades lúdicas e desportivas para toda a família.
Juntamos a esta oferta de férias a possibilidade de participar em provas desportivas e participar em campos de treino.

Como tem sido a resposta do mercado ao vosso serviço?
A Tri at Portugal nasceu em 2018, mas foi lançada ao mercado no final de 2019, como referi. Tivemos uma boa aceitação, porém, com a pandemia e quando estávamos a começar a ter operações, tivemos que parar tudo. Estamos muito focados em 2021, em criar ofertas que sejam apelativas e façam sentido neste “novo mundo”.

Poderiam falar um pouco sobre como decorrem os vossos estágios?
Os estágios decorrem em zonas que já temos operação definida. Por exemplo, o próximo será no Sabugueiro, local onde estamos a construir parcerias desde há um ano. Sabemos as mais-valias da localização, que permite treinar em altitude tanto ciclismo, como natação e corrida, tendo acesso a locais privilegiados. Nenhum local de estágio é igual, porque cada região oferece diversas possibilidades de treino e de paisagens. O nosso esforço centra-se em oferecer a melhor experiência do local onde se insere as férias ou o estágio.

Além dos treinos em concreto, há uma preocupação pelo lado cultural no qual eles estão inseridos?
Temos tido o cuidado de procurar nas regiões em que queremos ter operações parceiros que ofereçam diversidade de atividades lúdicas e desportivas, assim como monitores que, além de serem praticantes da modalidade, conheçam bem a região.
Ainda que Portugal seja um país pequeno, oferece uma riqueza cultural e paisagística muito diversificada e nós tentamos tirar partido dessa diversidade.

Nos estágios, qual é a vossa principal preocupação?
Nos estágios, tal como em férias, a principal preocupação é que a experiência seja agradável para todos os clientes.
Em estágios o foco é maior no atleta e no tipo de treino que oferecemos, assim como garantir serviços para maior comodidade do atleta. Temos sempre incluído as refeições, serviços de transfer quando há necessidade de deslocação de carro para um treino, tentamos negociar serviço de lavandaria e que pelo menos um dos monitores seja bastante conhecedor da região.

Como conseguem uniformizar o nível dos vossos clientes no estágio?
Esta seja talvez a tarefa mais difícil, uniformizar o nível dos atletas, e a modalidade mais difícil é a do ciclismo. A forma que encontrámos para aligeirar essas possíveis diferenças é: em primeiro lugar, informar o nível a que se destina o estágio (iniciantes, intermédio, avançado); e, em segundo, formar grupos de 5 atletas, juntando os que têm ritmos e capacidades mais parecidas.

Da vossa experiência, qual o segmento que apresenta mais dificuldades por parte dos participantes?
Todas as modalidades apresentam dificuldades, um atleta pode ser muito bom numa modalidade e estar a nível de iniciado em outra. Mas, quando falamos de estágios e treinar em grupo, a modalidade que requer mais atenção é o ciclismo, como mencionado, especialmente se for numa zona que o atleta desconhece por completo. Por isso tentamos manter sempre o nosso rácio de atleta-monitor 5:1, sendo que o máximo são 8 atletas. Mas, neste caso, têm que ter ritmos muito similares.

Os vossos estágios contam com atletas ou apenas com profissionais da área?
Os nossos estágios são dirigidos para amadores, desde o iniciado ao atleta mais experiente. Cada zona onde fazemos o estágio tem características mais apropriadas para um ou outro.

Todos os estágios da Tri at Portugal são iguais ou há diferenças entre eles? Se houver, quais?
Os estágios são muito diferentes, dependendo região onde são feitos, pelo tipo de paisagem e exigência da mesma, quer pelos parceiros que temos nas zonas onde estão inseridos os estágios.

Próximos estágios?
Já temos dois a serem elaborados, mas estamos a estudar em que região fará sentido. Mas o próximo será já em outubro.