Após vários títulos nacionais, Carla Salomé Rocha conquistou no último sábado um cetro inédito na sua carreira: o Nacional de Estrada. A atleta do Sporting refere no entanto que o objetivo principal era conquistar o título coletivo, o que também foi alcançado pelas leoas.

O que significou para você a conquista do seu primeiro título nacional de estrada?
Conquistar algo tem sempre um sabor especial quando o fazemos pela primeira vez. Já fui várias vezes campeã nacional, mas nunca tinha sido na vertente de estrada… Foi especial por isso!

Este título era um dos seus sonhos quando começou a correr?
Quando comecei a correr estava longe de pensar que iria ser campeã nacional. Eram apenas sonhos que felizmente se foram realizando.

Salomé Rocha faz parte é orientada pela Running Force
Salomé Rocha faz parte é orientada pela Running Force

Que memórias carregava consigo da prova? Quais eram as suas referências deste evento?
Ao longo dos anos assisti a vários campeonatos nacionais de estrada mas não há nenhum que me tenha marcado em especial. Encarei a competição com normalidade e com vontade de conquistar este título que me faltava.

Gosta deste novo modelo do Campeonato Nacional de Estrada, aberto ao grande público? Qual a importância de estar próximo ao corredor comum?
É um modelo interessante. Por um lado dá a oportunidade aos corredores do pelotão de assistir e participar na prova do Campeonato Nacional; por outro lado, cria uma moldura humana que serve de incentivo aos atletas que disputam os títulos. Acaba por ser uma grande festa, o que é bom para a promoção da modalidade.

E o que poderia falar do percurso da prova?
É um percurso bonito mas, ao mesmo tempo, exigente. Depois, o Estádio Nacional, como ponto de partida e chegada, acaba por ser mítico e emblemático. Acrescenta valor a um campeonato desta dimensão.

Como foi a sua prova, poderia resumir os seus 10 km?
A prioridade era assegurar o título coletivo, o que acabou por acontecer bastante cedo. Assegurado esse objetivo, impus um ritmo forte na tentativa de me isolar. Depois de assegurar uma pequena vantagem em relação às minhas adversárias, tentei gerir a prova para chegar ao título.

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Manteve uma dura luta com as suas companheiras de clube, Jéssica Augusto e Sara Catarina Ribeiro. Como foi gerir esse duelo a nível emocional?
Lidar com a pressão e com as emoções faz parte do nosso trabalho. Temos de o fazer da forma mais natural possível e não deixar que isso afete a nossa performance.

Sara Catarina Ribeiro que também é sua colega na Running Force e que venceu a prova no ano passado. Qual a vossa relação? São muito próximas, já que representam o mesmo clube e são orientadas pela mesma equipa?
Temos uma relação saudável. Há um grande respeito entre nós e, embora sejamos adversárias, sempre que possível procuramos nos ajudar mutuamente.
É extremamente importante estarmos inseridas num grupo de treino com atletas competitivos. Não só com a Catarina, mas com todo o grupo da Running Force. Há um grande espírito de companheirismo e puxamos uns pelos outros, o que torna a nossa tarefa mais fácil.

 Salomé Rocha conquistou o título nacional coletivo com o Sporting
Salomé Rocha conquistou o título nacional coletivo com o Sporting

E como foi a prova da Salomé Rocha a nível estratégico no Nacional de Estrada?
Numa prova destas, a prioridade é o título coletivo. Só depois de assegurado esse objetivo é que podemos pensar a nível individual.

O Sporting alcançou um amplo domínio na prova, obtendo, por exemplo, os quatro primeiros lugares. Gostaria de ter equipas mais fortes no pelotão?
O Sporting fez uma grande aposta na equipa e o facto de ter 4 atletas nos primeiros lugares mostra isso mesmo, essa aposta.
Mas é verdade que era bom para o nosso Atletismo que houvesse mais equipas a investir, todos ganhariam.

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