Rui Martins Portugal

Numa altura em que se prepara para fazer a sua primeira Maratona solidária, angariando dinheiro para a APCL – Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, o triatleta e ultramaratonista Rui Martins falou com os Corredores Anónimos igualmente sobre o momento que atravessa a corrida em Portugal. Algo que, diga-se, o também treinador vê com bons olhos, ainda que «as pessoas só pensem no presente e não no futuro…».

O Rui é atleta de triatlo e ultramaratonista. Quais as razões que o levaram a esta escolha? Nunca sentiu interesse por outras distâncias ou especialidades?
A verdade é que eu faço de tudo um pouco. No entanto, aquilo que me dá mais prazer é, sem dúvida, as Utramaratonas. De resto, é nesse sentido que estou a preparar a minha época de 2020.

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Além de atleta, o Rui é também treinador. Que análise faz do momento atual da corrida em Portugal?
A corrida é uma moda que veio para ficar e ainda bem. No entanto, também me tenho apercebido que as pessoas que correm não pensam no futuro, só no presente. Cumprem planos de treino em que não existe descanso , reforço muscular, treinos, técnica, etc. Desta forma, as lesões acabam sendo frequentes, mesmo aquelas que podiam ser evitadas. Felizmente que eu tenho levado a cabo uma missão no Centro de Marcha e Corrida de Odivelas que estou a adorar.

Conhecedor da realidade da corrida em Portugal, Rui Martins considera que o número de provas a nível nacional, está a crescer de forma pouco controlada
Conhecedor da realidade da corrida em Portugal, Rui Martins considera que o número de provas a nível nacional, está a crescer de forma pouco controlada

Já agora, que análise faz do panorama crescente de provas populares em Portugal?
O número de provas a nível nacional é algo está a crescer de uma forma pouco controlada e filtrada. Dou como exemplo o Campeonato da Europa em Lisboa, evento em que os nossos atletas precisavam do apoio dos portugueses. Contudo, no mesmo dia e na mesma cidade, decorria igualmente a Meia-maratona dos Descobrimentos, levando a que as pessoas que poderiam ter apoiado os nossos atletas estivessem, também elas, nessa altura, a correr. Foi algo que me entristeceu, por ver mais estrangeiros a apoiar do que portugueses. Sendo que, com isto, digo que tem de haver filtro e controlo nas provas e nas datas.

Para terminar e regressando ao Rui como atleta, pode revelar-nos quais os próximos desafios?
Para já tenho muitas provas no papel, mas ainda não estou inscrito em nenhuma. A ideia é fazer 3 a 4 grandes provas de âmbito nacional e internacional, sendo que a decisão vai depender também de como me corra a corrida solidária entre as duas Odivelas, nos próximos dia 8 e 9 de Fevereiro.

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