Rui Martins, corredor de longas distâncias, defende que, se possível, devemos evitar ao máximo correr ao ar livre, embora não critique quem o faça. Neste período complicado, a passadeira é, mais do que nunca, a sua companheira de treinos.

O Rui Martins é um corredor de longas distâncias, ou seja, corre ao ar livre. Em relação aos treinos a, como está a fazer?
Tenho uma planificação, mas quem me segue sabe que, nesta fase dos treinos longos, reduzo os treinos de corrida e foco-me muito no reforço. Habitualmente, realizo 2 a 3 treinos longos de corrida por semana. Vou continuar a treinar, preferencialmente em casa. Caso tenha de ir correr na rua, vou sozinho a horas que ninguém se lembra.

Qual a sua opinião pessoal sobre correr ou não correr ao ar livre?
A minha opinião é simples: eu não critico quem corra sozinho e a horas/locais que tenham poucas pessoas, mas não consigo compreender as pessoas que criticam esta medida, se é uma medida que procura defender todos nós. Tenho muito a perder e a fazer perder se apanhar o vírus. Por ter a facilidade de ter uma passadeira e rolos, para mim o risco não compensa.

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Ao que tudo indica, o Estado de Emergência não se ficará pelos 15 dias. Como um corredor regular consegue ultrapassar essa paragem não tendo uma passadeira em casa?
Felizmente que tenho uma passadeira, mas quem não a tem, deve analisar se compensa ou não risco. Existe outras alternativas para se manter a resistência física, embora o correr é correr.

A iniciativa criada agora pelo Rui Martins de correr e o Miguel Carneiro de pedalar será para manter no futuro?
Fizemos este evento como curiosidade para ver a receção das pessoas e ficamos muito impressionados. A mensagem foi enviada e a maioria das pessoas a entenderam. Já estamos a programar algo muito engraçado no futuro muito próximo, fiquem atentos…