Ricardo Dias alcançou o título nacional dos 10 mil metros no Troféu Ibérico, que decorreu em Braga no último sábado. Um triunfo bastante comemorado pelo sportinguista, que alcançou a sua melhor marca pessoal na distância (de 30m16 para 29m26).

 

Campeão nacional nos 10 mil metros. Qual a importância deste título para a sua carreira?
Ser campeão nacional é muito importante para a minha carreira. Ter o privilégio de ser campeão nacional não é para todos e eu consegui ser. Já há muito anos que sonho com um momento destes e finalmente no sábado aconteceu.

E para o Sporting?
Naturalmente que também é importante, já que valoriza todo o trabalho do clube e dos dirigentes. Felizmente que a grande aposta que o Sporting está a fazer tem dado frutos.

A equipa sportinguista que correu em Braga. Além de Ricardo Dias, os leões venceram no feminino, com Sara Moreira
A equipa sportinguista que correu em Braga. Além de Ricardo Dias, os leões venceram no feminino, com Sara Moreira

Sinceramente, esperava conquistar o primeiro lugar?
Sinceramente, tinha planeado fazer uma corrida cautelosa para poder ter a possibilidade de lutar por uma marca e um lugar digno. Mas, com o decorrer da prova, comecei a acreditar que poderia ganhar e assim foi. Estou muito contente.

Mas qual era o seu objetivo inicial?
Um dos meus objetivos era melhorar a minha marca nos 10000 metros, que já não era atualizada desde 2009, a última vez que corri 10000 metros em pista. Depois, tinha como objetivo ficar no melhor lugar possível entre os portugueses.

E qual acredita ter sido o segredo do triunfo?
O segredo foi encarar a competição com tranquilidade, sabia que estava a passar um bom momento de forma. Entrei na competição no ritmo que tinha pretendido e, aos poucos, fui crescendo dentro da corrida.

Ricardo Dias garante que não houve “jogo de equipa” com o colega de equipa Nuno Lopes

Qual a estratégia utilizada para a prova?
Foi ser muito cauteloso. Sabia que a prova poderia ser disputada em ritmos fortes devido à qualidade dos espanhóis. Por exemplo, na primeira metade, a minha preocupação foi sempre a gerir o esforço.

Mas conseguiu manter a estratégia por si delineada antes da corrida?
Sim, mantive sempre a minha estratégia até onde consegui. Fui sempre a subir na classificação. Contudo, a última parte foi mais lenta e sofri muito para chegar ao fim.

E como foi o “duelo” com o companheiro de equipa, Nuno Lopes?
Esses duelos são sempre bons para a competição. Sabia que tinha adversários de grande nível e que tinham o mesmo objetivo que eu. Desta vez fui eu o mais feliz.

Mas, numa primeira fase, procuraram fazer jogo de equipa, por exemplo?
Não, nestas competições corremos para o melhor lugar possível. Estava completamente concentrado na minha prova, fui sempre a proteger ao máximo dentro do grupo onde estava inserido. Dentro desse grupo estava a maioria dos portugueses em prova, como o Miguel Ribeiro, o Nuno Lopes, o Hélder Santos e, ligeiramente mais à frente, o Rui Pinto.