Depois de Londres 2012 e Rio 2016, Paulo Paula, da Run Tejo, poderá participar no seu terceiro Jogos Olímpicos, este ano, aos 41 anos. Até 2 de maio, o brasileiro viverá nesse limbo, apesar de já ter alcançado o principal: o índice para estar em Tóquio 2020. Aconteceu em Sevilha.

Terceiros Jogos Olímpicos consecutivos. Lá atrás, quando tudo começou, de algum modo sonhou que isso poderia acontecer?
Jamais pensei estar nos Jogos Olímpicos, mas, com muita dedicação e disciplina, estive até ao momento em dois. Até o dia 02 de maio estou pré-convocado, já que há outros brasileiros que vão tentar obter o índice. Só depois é que estarei oficialmente convocado.

Mas quando tudo começou, qual era o seu principal sonho?
Quando comecei a correr era mais por brincadeira, por diversão. Como aos poucos me destaquei, o meu primeiro técnico e amigo, Readir Tovani, conhecido por “Preto”, começou a levar-nos (eu e o meu irmão) para as competições, onde obtivemos muitas vitórias. A partir daí, não paramos mais.

O equipamento de Paulo Paula na Maratona de Sevilha
O equipamento de Paulo Paula
na Maratona de Sevilha

Esteve em Londres e no Rio de Janeiro. O que vai levar dessas duas experiências para Tóquio?
Se realmente for a Tóquio, a participação nos dois Jogos anteriores dá-me uma maior confiança e tranquilidade na execução da minha prova, pois já sei como é correr nos Jogos Olímpicos. Mas tenho a certeza de que, mesmo assim, a emoção será muito grande, pois só quem já participou de um evento destes sabe o quão mágico é estar ali.

E o que espera em Tóquio?
Espero fazer uma Maratona em boas condições e mostrar que, aos 41 anos, um atleta pode ter um grande desempenho, desde que haja muita disciplina e determinação.

Gostaria que a Maratona fosse realizada em Tóquio? Acredita que, ao ser realizada em Sapporo, retira um pouco do brilho de ser uma Maratona olímpica?
Acho que, se a Maratona fosse em Tóquio, o brilho seria muito maior, até por estar na cidade sede dos Jogos, onde a emoção é muito maior.

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Como atleta, poderia falar o que significa correr uma Maratona olímpica, um Mundial e uma das Six Majors?
Estar nessas competições é ter o orgulho de saber que você conseguiu estar no lugar mais alto que poderia. É como, no futebol, jogar na seleção nacional. Na Maratona, essas provas representam isso.

Porque escolheu Sevilha para tentar o índice?
Optei por fazer duas maratonas com o intuito de obter o índice. A Maratona de Sevilha era a melhor em termos de calendário. Se não alcançasse o índice, teria tempo de fazer outra prova antes do encerramento do prazo.

E qual era o seu pano B caso não alcançasse os mínimos olímpicos em Sevilha?
Não tinha um plano B. Se não conseguisse o índice continuaria com o trabalho da mesma forma, sempre me dedicando ao máximo e competindo como sempre para, quem sabe, estar no próximo Campeonato do Mundo, em 2021…

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