Marisa Barros foi convidada pela organização da Meia-maratona do Porto para correr a prova, dez anos depois de ser a melhor portuguesa da corrida. No domingo, foi terceira. Nesta década, 6 minutos foi a diferença entre os seus tempos de 2009 e 2019.

Há dez anos, primeira; no domingo, terceira melhor portuguesa. Pessoalmente, qual considera ser a sua melhor posição na Meia-maratona do Porto, a mais significativa?
Sem dúvida que considero a marca e a posição de 2009 muito mais significativa. Ainda nos dias de hoje a marca de 1h10 é um tempo de classe mundial. Recordo que, na altura, era uma das minhas melhores marcas, uma marca que, no ano seguinte, em outras competições, cheguei a baixar para o registo de 1h09.
Agora acho que, dez anos passados, alcançar 1h16 na Meia-maratona do Porto é muito bom, pois já não sou profissional de Atletismo. Só treino uma vez por dia e trabalho no meu gabinete de terapias manuais. Acho inclusive que, com menos limitações, ainda conseguiria alcançar um melhor registo… Mas claro que estou satisfeita por ainda estar a correr a um bom nível.

Há dez anos, 1h10; no domingo, 1h16. O que estes seis minutos representam para a hoje Marisa Barros? Como resumiria a sua década entre estas duas Meias-maratonas do Porto?
A minha década foi de muitas competições, entre elas campeonatos da Europa, do Mundo e até Jogos Olímpicos. Foi praticamente a partir de 2009 que eu fiz os meus melhores resultados, basta ver o meu currículo. Depois de 2015, com a minha primeira cirurgia, as coisas começaram a se tornar mais complicadas, embora sempre tenha lutado pelos melhores resultados.

E qual o motivo para a ausência na prova da Marisa Barros nesta década?
O motivo é simples: devido a outros compromissos. Como agora fui convidada pela organização da Meia-maratona do Porto, fiquei muito feliz e claro que aceitei o convite.

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Qual a sua opinião sobre estas duas Meias-maratonas do Porto em concreto? O que mudou nestes 10 anos em relação a prova em si? O que poderia falar do percurso de há dez anos e o deste ano, por exemplo?
O percurso da prova é quase igual. Termina no mesmo sítio, mas acho que começava um pouco mais atrás. A prova pouco se alterou, há dez anos já existia uma excelente organização, as adversárias também eram de muito bom nível, já que, em 2009, igualmente estavam presentes muitas africanas. Só mesmo o nome é que mudou, de Sport Zone para Hyundai.

Leia aqui a segunda parte da entrevista.

Foto: Objetiva em Movimento