Alentejano, Luís Onça, organizador da nova prova Azores 100 Milhas, admite que os Açores são um local muito especial para o Trail, um local reconhecido inclusive para os atletas internacionais.

No final da Azores 100 Milhas, o que o Luís Onça e a sua equipa esperam ter alcançado?
Principalmente a satisfação dos que se atreveram. Depois, que não hajam problemas de saúde dos atletas, mas que os nossos parceiros fiquem satisfeitos e que a 2.ª edição seja um maior sucesso. Temos ambição de, a médio prazo, ter uma prova de referência nacional, e atrevemo-nos a dizer mundial, de Trail Running.

Acredita que os Açores são realmente um local de sonho para o Trail?
Sou alentejano do litoral, tenho metade da minha vida passada nas ilhas açorianas e sou atleta de Trail run. Não corro para ganhar, já conheço algumas realidades nacionais e internacionais, nomeadamente os complexos montanhosos dos Alpes, Pirinéus e Dolomitas, e atrevo-me a dizer que sim. Os que cá têm vindo ficam maravilhados com o potencial da ilha para as provas de Trail e é com muita satisfação que os vemos regressar para reviverem emoções, até mais que uma vez. 

Luís Onça acredita que a Azores 100 Milhas será uma das provas de referência dos Açores
Luís Onça acredita que a Azores 100 Milhas será uma das provas de referência dos Açores

Onde pretendem ver a prova daqui a 5 anos?
O que a prova tiver que evoluir será por mérito próprio, quer do percurso que oferecemos aos atletas, os serviços de apoio, a marcação do terreno e de todos os que estão na estrutura, direção técnica, voluntários, autarquias, serviços do governo, governo dos Açores e tecido empresarial.

E como vão dar a conhecer a Azores 100 Milhas ao mundo?
Começamos basicamente por vocês, Corredores Anónimos (risos). Julgamos que um dos segredos da prova não é massificar, mas não podemos fechar os olhos à comunicação, nomeadamente nas redes sociais. Temos já uma pessoa especialista que se apaixonou pelo projeto e que trata desta valência, a Susana Luzir, que trabalha com grandes projetos de provas nacionais. Neste momento, será a forma mais exequível. Mas, de futuro, certamente que a palavra puxa palavra dos que cá vêm terá um peso grande nos atletas que nos procuram. 

Ter uma prova destas no calendário do Circuito Nacional de Ultra Trail Endurance é também um aliciante e uma forma de motivar quem corre mais a sério de cá vir desfrutar da prova e de nos fazer evoluir e dar visibilidade. 
Já fazemos parte do calendário do UTMB World como prova de qualificação para o Ultra Trail du Mont Blanc. Talvez, de futuro, possamos ter uma estrutura logística mais profissionalizada e reconhecida pelas entidades regionais. 

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