Como tudo na vida, há sempre a primeira vez. Recentemente, Luís Feiteira correu a Columbus Trail, a sua primeira vez no Trail. E a experiência marcou o atleta olímpico em Atlanta 1996 e Londres 2012.

Como foi correr o seu primeiro Trail?
Foi uma experiência bem diferente e enriquecedora.

Nunca demorou tanto a correr uma “Meia-maratona”?…
Não! Nunca imaginei…

Daquilo que imaginava, foi o que viveu?
Como disse anteriormente, nunca imaginava correr um Trail. Foi algo duro, muito duro.

Concretamente, como foi a sua prova?
A minha prova foi uma prova feita com imensa cautela para não me aleijar, o que mesmo assim não chegou para evitar ter caído umas 5 vezes, sendo que a primeira queda ocorreu ainda nos 1000 metros iniciais da corrida… Em duas delas acabei por me aleijar num pulso e nas costelas, mas nada preocupante.

Quais os momentos mais complicados que o Luís Feiteira passou pela Columbus Trail e porquê?
O mais complicado foi sem dúvida ter de descer e subir na lama, pois não dava mesmo para travar a descer e, nas subidas, não conseguia aplicar força porque escorregava quando o tentava fazer. Também nas zonas de pedras foi muito difícil entrar em ritmos mais exigentes.

E os mais interessantes?
Sem dúvida alguma, as paisagens.

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O que ainda recorda da prova?
As quedas que dei. Foram cerca de 5 vezes…

O trajeto em si ou o prazer de cortar a meta. Qual a sensação mais forte?
A superação. Consegui sentir novamente a dor de uma corrida. Pior do que já tinha sentido numa Maratona, por exemplo.

O que descobriu com o Trail?
Descobri o que vim à procura. O espírito de sofrimento e capacidade de superação ainda cá estão dentro de mim, só que estava adormecido.

Há algum ponto de ligação entre o Trail e a estrada?
Não encontrei nenhum ponto de ligação, à exceção de quando o percurso permite correr.

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