heliofumo

Devido a uma lesão, Hélio Fumo acabou por falhar a sua participação no Campeonato Nacional de Corta-mato, prova que tinha preparado durante vários meses. No entanto, e precisamente devido a essa mesma lesão, acabou por descobrir o Trail, tendo inclusive conquistado o Campeonato Nacional de Trail Ultra Endurance deste ano. Há males que vêm por bem…

 

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Ficou surpreso com o título do Campeonato Nacional de Trail Ultra Endurance?
Fiquei surpreso porque não tinha planeado fazer o campeonato de Ultra Endurance, muito menos fazer uma corrida com mais de 10 km.

O que este título significa para a sua carreira?
Não sei muito bem dizer o que poderá significar este título para a minha carreira. Com o passar de algum tempo, provavelmente venha perceber o significado do meu triunfo.

Como definiria a sua época?
Em poucas palavras: considero que foi uma época muito boa, repleta de muita aprendizagem.

Poderia fazer um pequeno resumo da mesma?
Foi uma época alterada no processo que conduzia ao Campeonato Nacional de Corta-mato. Como tive uma pequena lesão, que impediu de participar na prova, experimentei o Trail como forma de não perder a época por inteiro. Gostei da experiência e redefini os objetivos de 2016, passando por fazer mais provas de Trail, algo que acontece até hoje!

Quais foram os momentos mais complicados da época? E os mais significativos?
O momento mais complicado da época foi ter preparado com tanto afinco o Campeonato Nacional de Corta-mato e não ter participado. Os momentos mais significantes foi participar de provas como o Estrela Grande Trail ou Ultra Trail Serra da Freita, além de ter corrido com os melhores atletas nacionais da modalidade!
Do calendário do Campeonato Nacional de Trail Ultra Endurance, qual prova destacaria e por quê?
A prova Estrela Grande Trail, por ter sido a minha primeira ultra!

Como analisa o calendário do Campeonato Nacional de Trail Ultra Endurance? É o ideal para o nosso país? Tem provas a mais? Tem provas a menos?
Não consigo analisar o calendário do Campeonato Nacional de Ultra Endurance pois os dez meses em que estive na modalidade não me permitiu ter uma visão geral do panorama das provas e perceber se a sua dimensão é apropriada ou não para o nosso país!

E como analisa a competitividade do nosso país no Trail? As suas perspetivas para o próximo ano?
Considero a competitividade muito boa, dentro das condições oferecidas para a o exercício da mesma! Contudo, acredito que novos valores apareçam e o nível competitivo aumente bastante nos próximos anos!
Acredito que as minhas perspetivas para o próximo ano não passam tanto pelo Trail. Depois de ter feito estes meses todos sem treinador, apoios ou clube, considero insustentável a minha continuidade na modalidade. São muitas horas de dedicação, o abdicar de muitas coisas e nem sempre o resultado é o esperado. Admiro muito os meus colegas que estão no Trail e têm tido resultados brilhantes, tanto a nível nacional como internacional, com as condições que temos na modalidade. Falo por exemplo de atletas que admiro, como Carlos Sá, Armando Teixeira, Ester Alves, Inês Marques, Miguel Reis e Silva, Jérome Rodrigues, Ricardo Silva, Luís Fernandes, Tiago Aires, Sofia Roquete, Fernanda Verde, Olívia Sousa, Sara Brito, Natércia Silvestre, entre tantos outros.

Então qual será o seu principal objetivo em 2017?
O meu principal objectivo para 2017 passa por projectos pessoais. Vou dedicar mais tempo a desenvolver o meu projeto Love in the Bag, que tenho com uma sócia, Cristel Lopes! A nível desportivo, vou poder fazer de guia para um amigo e atleta paralímpico, Jorge Pina. É uma oportunidade onde espero poder tirar muito prazer.