Felicidade é o que procura João Paulo Félix na corrida, seja em provas ou nos seus impressionantes desafios, como o que vai fazer a partir de 15 de julho, quando vai correr 1250 km em 25 dias consecutivos.

Concretamente, o que procura na corrida com este tipo de desafios?
Felicidade.

Mas prefere desafios pessoais ou competitivos?
Gosto dos dois, não consigo escolher.

As pessoas poderão correr consigo se desejarem? Onde poderão acompanhar a sua progressão?
Sim, poderão. É uma alegria e um grande estímulo contar com a companhia das pessoas. Contudo, devido à Covid 19, temos que cumprir as regras do distanciamento social e, como sabemos, não são permitidos ajuntamentos.
Sobre a minha evolução, em todas as etapas será publicada informação sobre o desafio na minha Página do Facebook, João Paulo Félix.

Vai correr em pleno Verão. Qual a sua estratégia para as etapas? Pretende começar cedo, descansar no período de maior calor e voltar a correr ao final do dia, por exemplo?
Estudo a abordagem à etapa. Por exemplo: se a etapa tiver muita altimetria, reduzo o ritmo. Desenvolvo uma mecânica de corrida do tipo “correr rasteiro”, correr sem levantar muito as pernas para reduzir os impactos.
Começo às 06h30m para conseguir correr cerca de 2 horas com uma temperatura amena, mas as etapas são seguidas, correrei em média os 50 km e só descansarei no final do dia. As “paragens técnicas” são para tratar dos pés, ir à casa de banho. Quando encontro um ponto de água, refresco as pernas e lavo a cara, por exemplo.

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Como referiu, o desafio tem uma vertente solidária. O que poderia falar sobre este tema?
Sim, ao desafio acresce uma vertente solidária com o lema “Eu corro contra a violência doméstica”. É uma realidade com a qual sou confrontado todos os dias na minha realidade profissional. Para além da área do Desporto-Aventura, faço supervisão técnica às instituições que acolhem crianças/jovens vítimas de maus tratos. A violência doméstica é um flagelo que tem destruído muitas vidas. É necessário criar uma estratégia de informação nas comunidades onde vivemos. Por exemplo, nas comunidades com mais informação, os números de casos é menor, é um fator de proteção. Depois de refletir sobre a realidade da pandemia e de assistir ao esforço diário dos profissionais de saúde, decidi que era justo prestar-lhes uma homenagem. Os 1250 km têm uma causa, “Eu corro contra a violência doméstica”, e uma homenagem a tod@s @s profissionais de saúde.
Quero aproveitar a ocasião e agradecer aos meus parceiros: Athlemixx, ETAMC (Escola Tradicional Artes Marciais e Curativas), Ideias Aventuras, Remax Radial e Grupo MediSigma. Quero também agradecer a todos os que têm contribuído na Angariação de Fundos no Facebook.