Após concluir o 7 Maratonas em 7 Dias em 7 Países, Fábio Antunes já pensa em novos… desafios, principalmente após chegar onde jamais imaginava estar, ainda mais quando percebeu que conseguiria correr mais quilómetros após o término do desafio.

Para o desafio 7 Maratonas em 7 Dias em 7 Países, como foi a sua preparação?
A preparação foi feita com o foco em corridas de longa duração e resistência para simular o que iria acontecer na semana do desafio. Também fiz bastante treino muscular, para garantir que não iria sofrer lesões musculares durante o desafio. Igualmente, a hidratação e alimentação tiveram de ser ajustadas ao objetivo.
Do mesmo modo, foi essencial desenvolver um treino mental para conseguir estar focado no desafio e acreditar que iria conseguir.

E qual foi a Maratona que mais gostou? Porquê?
É muito difícil escolher a melhor ou as melhores de forma objetiva. Em termos de beleza, adorei a Maratona no Lago de Annecy. Em termos de desempenho e confiança, Constança, na Alemanha, ficará na memória.

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Como foi correr a sétima Maratona, correr para concluir o seu desafio?
A sétima foi talvez das mais fáceis de concluir em termos psicológicos e até fisicamente, possivelmente devido à euforia de saber que estava muito perto de conseguir um feito que nunca teria imaginado que fosse alguma vez capaz de alcançar. Durante os sete dias não houve muito tempo para processar tudo o que acontecia. Era essencialmente chegar, comer, dormir, correr e partir para o próximo país. Mas, durante a sétima Maratona, tive uma maior perceção do que acontecia e do feito que estava prestes a conseguir terminar. Até fiz umas breves videochamadas com os meus pais e alguns amigos enquanto comia uma barra energética ao quilómetro 21. Todos me disseram para ir com calma porque estava muito perto do final para deitar tudo a perder nesta altura e também que já estavam bastante orgulhosos por eu chegar até ali. Fiquei emocionado quando terminei as chamadas, mas não parei de correr até chegar ao fim.

Este desafio teve ainda um cariz solidário. O que poderia falar sobre ele?
O desafio era maioritariamente a superação pessoal e pôr à prova o que foram os dois últimos anos de treino sem provas devido à Covid 19 No entanto, pensei que um desafio desta dimensão poderia gerar atenção suficiente para conseguir angariar fundos. Por isso, contactei a Diabetes UK e expliquei o que pretendia fazer.
Escolhi a Diabetes UK porque o meu pai é diabético e porque pensei que conseguiria mais doadores no UK. No futuro, num próximo desafio, poderei tentar fazer algo semelhante para a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

O que o Fábio Antunes retirou do desafio 7 Maratonas em 7 Dias em 7 Países a nível desportivo e, principalmente, pessoal?

  • A nível pessoal: ficou claro que tudo é possível quando traçamos um objetivo. Basta-nos empenharmos e termos a consistência e a disciplina necessária para o atingir. Nunca sonhei que iria completar uma prova destas quando comecei a correr em 2015, mas pouco a pouco, e com o começo de definir objetivos desde 2018, já cheguei até aqui
  • A nível desportivo: quero fazer algo no mundo amador que inspire mais pessoas a juntarem-se ao desporto. Acabei esta prova sem grandes mazelas e com a sensação de que ainda tinha pernas para mais. Se tudo correr bem nos próximos anos, como eu só faço 29 em fevereiro, ainda tenho algum tempo para melhorar tanto os meus tempos como o tipo de provas nas quais tenho participado. Em dezembro vou fazer 100 km de uma vez só com um amigo meu na Ecopista do Dão. Já no ano que vem, em abril, vou participar na Ultramaratona de 85 km da Madeira Island Ultra Trail.

Mas ideias não faltam para o futuro! Quero avançar mais patamares e participar em provas de dimensão superior ao 777, seja em termos de exigência física, distância ou duração. Mas, para isso, precisarei de conseguir alguns patrocínios e/ou apoios. Caso contrário, este tipo de provas ficam demasiado dispendiosas, como aliás comprovei ao fazer o 777.