Ercília Machado correr NB
Foto: Nuno Gonçalves

Embaixadora da Maratona Virtual Solidária, que vai ter lugar já no próximo fim-de-semana de 30 e 31 de maio, Ercília Machado acredita que os batoteiros podem aumentar neste tipo de provas. A jovem de Santo Tirso admite ainda que já sente saudades «do sabor de subir a um pódio»…

Falando dos grandes eventos internacionais, hoje em dia proibidos devido aos perigos do contato direto entre atletas, poderão as provas virtuais vir a ser, algum dia, encaradas como alternativa?
Vejo as provas virtuais apenas como algo temporário pois, infelizmente, este tipo de provas em nada se compara às competições reais. Se nas provas reais já surgiam os ditos batoteiros, as provas virtuais tendem a aumentar esse tipo de atitudes por parte dos participantes. Ou seja, uma pessoa pode pegar no seu relógio de GPS e simular que vai correr e, em vez disso, poderá simplesmente estar a fazê-lo numa bicicleta. Ninguém vai conseguir verificar tal situação!

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Mas que futuro antevê, uma vez ultrapassada esta pandemia, para a Corrida?
Uma coisa é certa: nada será como antigamente! Agora cabe-nos a nós adaptarmo-nos à nova realidade, quer na rotina do dia-a-dia, quer nos treinos como nas competições. Não serão tempos fáceis, mas sei que o ser humano consegue sempre se adaptar da melhor forma.

Existe alguma prova que gostasse de disputar, ou que se vê num futuro mais ou menos distante, a disputar de forma virtual?
Neste momento só tenho como intuito participar neste tipo de provas com o objetivo de ajudar/apoiar uma causa solidária ou com o intuito de realizar um treino em ritmo normal ou rápido com os meus companheiros de treino.

Então, e qual a prova que mais deseja correr, uma vez ultrapassada esta pandemia?
Não tenho preferência por nenhuma corrida em específico, mas sim o desejo de poder voltar a entrar numa competição, de sentir o nervoso miudinho, de sentir o calor humano das pessoas que nos incentivam ao longo do percurso e, acima de tudo, o sabor de subir a um pódio.

Apenas para terminar, de que forma viu o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio? Mantêm-se um objectivo?
Acho que o adiamento dos Jogos Olímpicos foi a decisão mais acertada, visto que os atletas não iriam estar em pé de igualdade caso fosse possível a realização dos jogos na data inicialmente prevista, já que a pandemia não se propagou da mesma maneira pelo mundo fora. O sonho de qualquer atleta é ir a uns Jogos Olímpicos e, na minha situação, sei que é um pouco impossível, mas, como se diz, nada é impossível. Sendo assim, continuarei a sonhar.

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