Qual a relação entre o corredor e a fotografia? Armindo Santos, da Federação da Família para a Paz Mundial e Unificação, explica este curioso projeto.

Concretamente, o que é a Federação da Família para a Paz Mundial e Unificação?
Com início em 2014, insurgimo-nos no mundo digital com a criação deste projeto pela espontânea vontade de interagir e de levar a nossa iniciativa a um nível global. Somos hoje um pilar essencial no desporto sem que o tivéssemos previsto antes. Contamos também com uma equipa de atletas que nos tem ajudado a projetar o nome que nos distingue, a juntar a uma experiência crescente no mundo da fotografia, com inúmeras provas dadas, sendo o nosso portfólio um exemplo ímpar da qualidade no nosso trabalho. Inicialmente fomos um pouco ousados, aventureiros e ambiciosos. Hoje, no entanto, vemo-nos surpreendidos com a inesperada rendição à forma de como se generalizou a nossa envolvência, Na realidade, uma humilde família investiu sem reservas por este projeto, independente, não-governamental e sem fins lucrativos. Todo o trabalho desenvolvido tem sido pro bono com pretensão de chegar e beneficiar todos, sem exceção.

A fotografia procura sempre encontrar o âmago do corredor
A fotografia procura sempre encontrar o âmago do corredor

No começo, era apenas uma família corredora, atualmente alargou-se a uma equipa com mais de 40 envolvidos. Para além de já sermos uma presença prestigiante com as nossas reportagens fotográficas em vários eventos por Portugal continental. 
O nosso caminho quer-se pautado pela dignidade e sem sombras ou conflitos. Ambicionamos promover-nos como uma família global, praticando relações verdadeiras. Estamos seguros do excelente trabalho já realizado, fruto do nosso grande esforço e total empenho, sendo abraçados com infindável carinho por todos. Alcançámos todos os setores da sociedade, conquistando um prestigiante feedback e tão desejadas 5 estrelas de avaliação, resposta inequívoca do bom serviço estamos a prestar.

Mas como surgiu concretamente a RUN 4 FFWPU?
Surgiu apenas como o desejo imenso de dar visibilidade à Federação da Família para a Paz Mundial e Unificação.

E, aquando da criação do vosso projeto, o que procuravam em concreto?
Sociabilizarmo-nos e mostrar os nossos valores.

E como olham o presente, para a dimensão que conseguiram alcançar hoje?
Um milagre, uma bênção…

Acreditam que hoje a empresa alcançou objetivos que não imaginavam em 2014?
Sim, estamos hoje numa dimensão que nos torna invulgares e de destaque, algo que, em 2014, talvez não fosse esperado.

Ao contrário de muitas empresas, partilham as vossas fotografias. Poderiam falar mais sobre essa posição?
Entendemos que o trabalho que oferecemos é um direito de todos e o caminho para o nosso encontro com o Mundo do Coração.

O fotógrafo procura o âmago do corredro, o seu esforço doado de forma quase incondicional

Como decidem as provas que fotografam? São contratados ou fotografam provas que acreditam ter um registo especial segundo as vossas avaliações?
Seguimos a nossa intuição. Queremos estar onde somos mais queridos ou onde acreditamos que teremos uma boa receção. Também gostamos de nos dar a conhecer onde o nosso trabalho ainda não é conhecido e alargar o nosso mundo de experiência e amizades.

E qual a principal dificuldade do vosso trabalho?
Onde não se privilegiam a atividade de fotografar.

Sobre as fotografias numa prova, o que pretendem registar?
A beleza do envolvente privilegiando o ser humano e o seu mundo.

Como fugir da “mesmice” numa prova de corrida, que, no fundo, mais não é do que pessoas a correrem…
Cada prova é um momento único e autêntico. Orientamo-nos pelo desejo de amar as pessoas e seus motivos, num sentimento de partilha de experiências vividas. Parece-nos sempre como que a primeira vez.

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O que está nos bastidores de uma fotografia que as pessoas não veem? Por exemplo, no dia anterior, fazem o percurso da prova para escolherem o melhor local para as fotos? Há mais “segredos”?
Está no querer muito estar com elas e dar-lhes aquilo que faz todo o sentido nas conquistas de cada um. Tentamos ser organizados e concentrados para que nada falhe no que respeita a conseguir conteúdo que nos permita realizar um bom trabalho. Por vezes planeamos sem conhecer os percursos, outras vamos à descoberta com um sentido de oportunidade intuitiva. Queremos unir tudo.

Muitas vezes um corredor está fatigado, mas, quando vê um fotógrafo, muda por completo de fisionomia. Como ultrapassar essa “falsa realidade”?
Nunca vi essa situação sob esse prisma… O corredor tem dentro de si um imenso desejo de felicidade, que o liberta ao saber estar no centro da atenção de um fotógrafo. É para mim como quando se encontra alguém que se gosta muito. Ele quer transmitir a sua alegria, esquecendo o seu sofrimento próprio.

O que um corredor procura no foco de uma câmara?
A conexão com os amigos, a inclusão de um momento que lhe é valioso e um registo de suas vitórias.

O esforço do corredor fica para sempre numa fotografia
O esforço do corredor fica para sempre numa fotografia

E o que o fotógrafo procura com o seu foco no corredor?
Obter o âmago, o intrínseco, o valor de um esforço doado de forma quase incondicional.

Como olham a fotografia no Mundo da Corrida no nosso país? O que está mal, o que está bem e o que pode melhorar?
Vejo a fotografia no Mundo da Corrida no nosso país como uma arte que a muitos apaixona e a todos atrai, mas que apenas a alguns é entendida.

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