Campeão olímpico em 1984, o triunfo de Carlos Lopes na Maratona em Los Angeles, 35 anos depois, é ainda hoje recordado por todos, «como se fosse ontem», refere a lenda do Aletismo mundial, uma medalha de ouro que marcou e continua a marcar várias gerações.

Carlos Lopes revela que foi para a Maratona para alcançar precisamente o lugar mais alto do pódio, esse foi o objetivo, já que nunca pensou em participar em nenhuma Maratona, pois entendia que a distância era «para gente maluca».

Carlos Lopes recorda que era «chocante» ver como os maratonistas terminavam as provas nos anos 80 em Portugal, de como os resultados não eram os desejados. Mas, quando decidiu correr os 42,195 km, tinha uma “base” que lhe permitiu ambicionar grandes voos, como foram os seus «resultados extraordinários» nos 5000 e 10000 metros, por exemplo.

«Eu sabia o que valia, eu sabia o que queria», afirma Carlos Lopes nesta entrevista. «Sentia que tinha capacidade para ser campeão olímpico».

Sincero, Carlos Lopes revela que foi para a Maratona para ser campeão olímpico e não para as «Maratonas comerciais» e que foi maratonista «por convicções». O campeão olímpico defende que as Maratonas olímpicas e mundiais são completamente diferentes das comerciais.

«Não foi o dinheiro que me levou a correr a Maratona, foi a medalha de ouro», garante Carlos Lopes. «São coisas diferentes, um sentimento diferente, um respeito diferente.»

Carlos Lopes salienta ainda que nem todos têm a percepção «do que é sentir o que é correr para ganhar», recordando que, em Los Angeles, era um «irresponsável», ja que estava «totalmente tranquilo» no dia da prova. «Até me ria com as coisas…»

Veja a primeira parte da entrevista que recorda os 35 anos da medalha de ouro de Carlos Lopes abaixo.

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