Anadia Wine Run 2019

Verdadeira corrida popular, a Anadia Wine Run é não somente um evento temático, como também um dos muitos exemplos do modo como a corrida explodiu no nosso país. Sendo que são os próprios organizadores da Anadia Wine Run a defenderem a necessidade de, face ao surgimento desordenado de novas provas, os participantes começarem a olhar primeiro para a segurança e organização dos eventos e só depois para o kit de participação.

Quantos atletas têm inscritos para este ano? Com que distribuição por distâncias?
A distribuição será feita da seguinte forma: corrida de 23 km com 200 atletas, corrida e caminhada de 15 km com 500 atletas, e caminhada de 10 km com 550 atletas. No total serão 1250 participantes. Acreditamos que, mais uma vez, vamos fechar as inscrições antes do previsto.

A presença feminina é algo que também tem vindo a acentuar-se na Anadia Wine Run?
Sim, de facto é verdade. Temos uma forte participação feminina, até porque temos igualdade de género nos escalões e nos prémios. E tivemos um particular cuidado em assegurar que a t-shirt oficial do evento tivesse um modelo feminino. Apenas na distância dos 23 km o setor feminino não tem respondido às nossas expectativas.

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Que conselhos dão a qualquer atleta que queira participar, pela primeira vez, na Anadia Wine Run?
É uma prova tecnicamente fácil, caso não chova. É uma corrida que se torna muito rápida, não somos nem de perto nem de longe um Trail. O único conselho que damos é que venham preparados para usufruírem de uma paisagem fantástica, com boa disposição e que contem com uma corrida cheia de paixão.

Para 2021 é já certo que voltaremos a ter a Anadia Wine Run? Se não, o que é que falta?
Queremos que este projeto seja irreversível. Outras regiões estão a lançar corridas com este conceito, pelo que seria um contrassenso não avançar com próximas edições. Até porque todos sabemos que este tipo de corrida faz mexer a economia local.

Apesar de disputada por algumas das principais quintas da região, a organização da Anadia Wine Run garante que a prova não é um trail, "nem de perto, nem de longe"
Apesar de disputada por algumas das principais quintas da região, a organização da Anadia Wine Run garante que a prova não é um trail, “nem de perto, nem de longe”

«Runners vão continuar a crescer»

Que análise fazem daquilo que é a realidade da corrida, em Portugal? E quanto ao aumento sucessivo do número de provas populares?
Teremos de dividir a corrida em três vertentes: em primeiro lugar, o desporto federado, sendo os setores do fundo e meio-fundo os que mais nos tocam. Vai demorar muito tempo a chegar à qualidade que tínhamos nos anos 80/90 porque, na nossa opinião, falta um modelo de captação que motive as pessoas a enveredarem pela competição na área federada.
Em segundo lugar, os corredores, que vão, sem dúvida, continuar a crescer. Vão continuar a aparecer grupos informais de corredores, o que é bom e é sinal de que, cada vez mais, o Atletismo/corrida está em grande crescimento, pois as pessoas ganharam o gosto pela corrida.
Em terceiro lugar, as organizações, sendo que existe, claramente, um crescimento das organizações, em especial no setor do Trail, que, de alguma forma, contribuem para o aparecimento de novos praticantes. Com o tempo, muitas organizações vão acabar por desaparecer, numa seleção natural, embora nisto tudo exista o perigo de algumas organizações nada saberem sobre corrida, com implicações, principalmente, na área da segurança, pois ter segurança num evento envolve mais do que ter uma ambulância. Felizmente, em Portugal, temos excelentes organizadores, tanto de estrada como no Trail, e vai chegar a hora em que os participantes terão de olhar primeiro para a segurança e para a organização do evento e só depois para o kit de participação.

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