Tiago Leal revelou como foi a sua preparação para a 34.ª edição da Marathon the Sables. Agora chegou o momento do português contar como foi a prova, entre hoje e quarta-feira. Uma experiência que recordará para sempre na sua vida. «Acredito que a minha participação foi positiva e estou muito feliz com o 137.º lugar da classificação geral, alcançando o 51.º lugar do meu escalão entre sensivelmente 900 atletas», confessa Tiago Leal.

Tiago Leal com Mário Machado

PRIMEIRA ETAPA
Uma etapa bastante “corrível”, um percurso com bastante pedra, aliás, o terreno que me preparei menos, já que treinei muito em areia. Após ter falado com Mário Machado, participante em várias edições (inclusive da primeira edição) e na organização da prova há 18 anos, resolvi não arriscar, já que o professor me aconselhou a ir com calma na primeira etapa pois era onde muitos participantes, com a euforia do momento, “destruíam” os pés e as pernas, arruinando por completo a participação na Sables. Por isso, fui sempre a um ritmo bastante confortável até ao final da etapa, sem qualquer tipo de problema. Tempo final: 4h10.

SEGUNDA ETAPA
Era o grande teste, pois apresentava uma secção de dunas com 13 km, as famosas dunas de Merzouga. Nesta etapa senti-me sempre bem, cometendo um erro que foi usar umas meias que já tinham dados problemas no MIUT e voltaram a causar bolhas, a partir dos 8 km. Fiz a etapa toda com um colega espanhol da minha tenda e senti que, no final da etapa das dunas, poderia ter “apertado” um pouco mais, mesmo com as bolhas. Acabei com o tempo de 5h23, um tempo mais próximo do meu objetivo, que era o de estar no grupo da elite da prova, ou seja, nos 150 primeiros colocados.
Fui a tenda médica depois, furei apenas 3 bolhas e coloquei o “tape”. Felizmente foram as únicas durante a minha participação na MDS, acabando com os pés em excelentes condições.

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TERCEIRA ETAPA
A maior frustração de todas as etapas pois estava a fazer uma excelente participação, arriscando um Top 100 até que, a 1 km do último posto de controlo, acabei por seguir um grupo de atletas que tomaram a direção errada. Estivemos perdidos durante sensivelmente 4 km, até que um atleta francês teve a ideia de subir a um ponto alto e viu o CP3 ao longe. O engano fez-me perder cerca de 30 minutos e mais de 80 posições na classificação, acabando no 191.º lugar da geral. Foi uma desilusão enorme e, nos últimos 6 km da etapa, quebrei completamente em termos mentais e físicos.