Ruben Costa voltou à Corrida do Tejo depois de três anos de ausência, apesar da distância da prova, 10 km, não ser do seu agrado. No entanto, a verdade é que conseguiu melhorar o seu tempo de 2016.

Depois de ter participado em 2016, este ano decidi voltar à Corrida do Tejo, uma das provas de 10 km mais emblemáticas de Lisboa e das mais antigas em Portugal, já com 39 edições.

Pessoalmente não sou muito fã de provas de 10 km porque são muito exigentes em termos físicos, já que temos de correr sempre no limite, mas mesmo assim decidi voltar, três anos depois.

Confesso que a camisola da edição deste ano chamou-me à atenção desde que foi apresentada por ser bastante diferente das habituais camisolas técnicas, principalmente pelo design e escolha de cores.

À hora de almoço de sexta-feira fui à Feira do Corredor levantar o dorsal, camisola e restantes brindes dos promotores. Tranquilo, sem filas. No Kit do Corredor, além da camisola e do dorsal, tínhamos um folheto com as principais informações sobre a prova, horários do comboio, vagas de partida, etc., além de folhetos dos patrocinadores e até desconto para massagens.

Os minutos eram poucos para a partida da Corrida do Tejo
Os minutos eram poucos para a partida da Corrida do Tejo

Domingo de manhã tinha combinado ir buscar de carro o meu companheiro de corridas Carlos Caetano perto das 8h00 para irmos com tempo até Carcavelos e apanhar o comboio para Algés. No caminho apanhámos chuva mas, felizmente, não continuou durante a manhã. No comboio aproveitei para comer uma banana e beber uma bebida energética. Após chegar a Algés notava-se que esta prova chamava muitos corredores, tal era o número de pessoas no comboio, na plataforma da estação e nas ruas circundantes à zona de partida.

Sendo uma prova de 10 km, fazia sentido fazer um aquecimento de cerca de 2 km para ativar o corpo e assim fiz. No final, estava cheio de calor e com o suor a escorrer pela cara. Dirigi-me ao bloco de partida Sub-40 e aguardei a partida, agendada para às 10h00.

Ruben Costa controlou a sua corrida ao longo dos 10 km da Corrida do Tejo

Dada a partida, e embora existissem vários pacers entre os quais o dos Sub-40, decidi não sair à maluca num ritmo superior ao meu limiar anaeróbico e com isso “rebentar” nos primeiros quilómetros. Como já conhecia o percurso e as suas dificuldades, fui tranquilo nos primeiros dois quilómetros, deixando os mais rápidos passarem e resistindo a seguir ao ritmo deles.

Após passar o quilómetro dois, o percurso tinha a sua primeira dificuldade: a subida para a Sr.ª da Boa Viagem, algo inclinada mas longa, que me fez descer o ritmo. Como o percurso no geral era ondulante, com mais duas subidas longas mas suaves, aproveitei a parte em plano e principalmente em descida para acelerar o ritmo.

Embora o piso não estivesse muito molhado, havia partes com o alcatrão húmido. Por ter escolhido os Saucony Liberty ISO, que sabia de antemão terem pouco aderência nestas condições, tive de fazer um esforço adicional para “agarrar” o alcatrão. Falha minha!

A última subida após a praia de Santo Amaro de Oeiras custou-me um pouco e já sentia as pernas pesadas, principalmente porque, na véspera, fiz um treino de 21 km.

Sabendo que os últimos dois quilómetros eram planos, procurei acelerar o ritmo, fazendo o último quilómetro rápido para assim melhorar o tempo de 2016, terminando com 42m32’ (média 04m13/km), posição 364.º em 7979.º finishers.

A medalha da Corrida do Tejo
A medalha da Corrida do Tejo

Após passar o pórtico de chegada, apressei-me a ir para a tenda da massagem para ajudar a recuperar os músculos, que estavam doridos, principalmente os gémeos.

Como disse, não sou muito fã de provas de 10 km pela exigência anaeróbica que exige do corpo e porque, sendo de curta distância, faz com que obrigue a um esforço sempre máximo, sem margem de erro.

Apesar disso, decidi ir a esta tão conhecida prova de 10 km principalmente pela camisola, confesso, e por voltar a fazer provas e sentir o espírito de adrenalina e competição que as mesmas proporcionam.

A organização é impecável, com muita informação, quer no local quer nos dias/semanas anteriores através das redes sociais, além de ter abastecimentos suficientes ao longo do percurso e no final.

O tempo final deixou-me satisfeito, embora sinta que posso melhorar num percurso matreiro como é o caso da Corrida do Tejo.