Turco ensina naturalizados quenianos como devem mostrar a bandeira da Turquia

No Europeu de Corta-mato, no domingo, evento dominado pela Turquia, uma cena roubou os holofotes da prova, curiosamente uma cena “extracampo”. Tudo aconteceu quando o turco Alper Demir foi obrigado a ensinar aos seus agora compatriotas (quenianos de nascimento) como deveriam mostrar de forma correta a bandeira do país que agora representam.

 

O tema das naturalizações está “congelado” pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), que já prometeu que voltará a discutir em breve o assunto. Um assunto polémico, pois mexe com os mais profundos sentimentos das pessoas.

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O que aconteceu em Samorin, na Eslováquia, é uma prova disso. Último dos cinco atletas turcos a terminar a corrida (55.º classificado), Alper Demir ficou incomodado com os seus agora compatriotas aquando estes tiravam uma fotografia com a bandeira da Turquia, já que a mesma estava posta de modo errado para as objetivas das câmaras. Demir não se inibiu e foi mostrar aos quatro quenianos naturalizados turcos como deveriam mostrar a bandeira da Turquia.

A imagem tornou-se viral nas redes sociais, aumentando a polémica em torno do assunto, um dos temas que levantam mais polémica no Atletismo atual, juntamente com o doping.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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