As recordações de Ricardo Ribas da São Silvestre de Lisboa

A São Silvestre de Lisboa comemora sábado, dia 30 de dezembro, o seu décimo aniversário. Com João Pereira, Hermano Ferreira, Jéssica Augusto e Ricardo Ribas, entre outros intervenientes, a prova foi apresentada no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa. Conversámos com Ricardo Ribas, que esteve em todas as edições e foi um dos primeiros a ter conhecimento da realização da primeira edição da corrida.

 

Uma conferência de imprensa de recordações, já que as histórias ouvidas ao longo da apresentação foram inúmeras, fruto dos dez anos de prova. Por exemplo, foi possível saber que a corrida surgiu por um “acaso”, aquando de uma conversa entre Hugo Sousa e Nuno Ferreira, do El Corte Inglés, que desafiou o diretor da HMS em criar uma prova no final do ano, como acontecia em Madrid. O desafio foi aceite e a primeira edição aconteceu em 2008, com 3200 corredores, numa edição inesquecível… pelos piores motivos:

«Tudo o que de mal poderia acontecer, aconteceu», recordou Hugo Sousa.

O clima foi implacável naquele ano, com um vendaval a assolar Lisboa uma hora antes da prova e a levar tudo pelo ar. Para piorar, mil medalhas foram deitadas ao lixo… Ou seja, o diretor da HMS foi obrigado a escrever cartas a alguns participantes a pedir desculpas por tudo o que aconteceu. «Felizmente não havia as redes sociais, senão teríamos sido fortemente criticados», ressaltou.

Como admitiu Ricardo Ribas, «se aquela edição não deitou abaixo o Hugo, não há mais nenhuma que vá deitar abaixo o Hugo nos próximos 30, 40 anos. Aquilo foi realmente uma prova de fogo».

De anos gloriosos da São Silvestre de Lisboa

E a verdade é que não deitou, pelo contrário. Ao longo destes dez anos, a São Silvestre de Lisboa construiu o seu próprio nome, principalmente em termos de qualidade, «acima da quantidade de número de inscritos», como todos os presentes fizeram questão de salientar.

Nestes dez anos, muitas foram as inovações que a prova apresentou, como a partida em blocos, a corrida para os mais pequenos (este ano com lotação esgotada, ou seja, teremos no sábado 500 jovens a correr pelas ruas da capital), o último quilómetro mais rápido, o hino nacional no início da partida, a guerra dos sexos, etc.

Amanhã, às 17h30, estarão na linha de partida 10 mil pessoas, mais 6800 participantes do que na primeira edição. Um orgulho para todos, inclusive para os atletas, como refere Ricardo Ribas, que participou em todas as edições da São Silvestre de Lisboa. Na entrevista abaixo, o atleta do Benfica recorda, entre outras coisas, qual a edição que mais o marcou. E não, não foi a primeira edição…

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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