Velvet ao nível de James Bond, Jason Bourne e Archer

A história de espionagem de Brubaker, Eptong e Breitweiser, “ Velvet ”, editado pela G. Floy, chega finalmente ao fim. O «O Homem que Roubou o Mundo» é uma dádiva para os amantes do género…   

 

Para quem sente saudades de um bom filme de espionagem ou dos saudosos livros de John Le Carré, o melhor é se refugiar nas páginas da série “Velvet”. O primeiro arco da história chega ao fim com a edição do terceiro volume pela G. Floy, oportunidade de ouro para ler a trama de “enfiada”.  

Neste novo volume, finalmente as peças deixadas por Brubaker ao longo dos dois primeiros volumes se juntam, revelando uma conspiração que tem muito do seu foco no Hotel Watergate, local histórico da História dos Estados Unidos. Evidentemente que esta coincidência não é um mero acaso, uma coincidência onde não falta nem mesmo o Presidente Nixon, que tem um papel fulcral na história…

E se os roubos de Watergate fossem na verdade um encobrimento para algo mais hediondo?

 

Brubaker recorre por vezes a iconografia
dos filmes de James Bond

 

Agentes secretos, lutas corpo a corpo, tiroteios, perseguições de carros, mulheres esbeltas, sexo para obter informações, traições, mortes inocentes e outras nem tanto, inúmeras tramas secundárias… Nada falta em «O Homem que Roubou o Mundo», um volume que surpreende devido ao seu desfecho e que engancha do princípio ao fim, muito devido ao ritmo impresso por Brubaker, que algumas vezes recorre a iconografia dos filmes de James Bond, aumentando a empatia com o leitor.

A ação é frequente em Velvet
Velvet é uma verdadeira BD de espionagem

Como nos anteriores volumes, acompanhamos os passos de Velvet Templeton, que investiga a morte de X-14, num percurso preenchido de mentiras e segredos. Um dos méritos de «Velvet» é apresentar uma heroína de meia-idade, ignorando por completo o cliché de “Bond girls”, como é hábito no cinema e nos livros.

A arte de Steve Epting e as cores de Elizabeth Breitweiser encaixam na perfeição no trabalho de Ed Brubaker. Ambos conseguem transmitir todo o ritmo da história criada pelo autor do texto, que acrescenta uma nova personagem ao Mundo da Espionagem de Bond, Bourne e Archer. Velvet veio para ficar… 

 

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Pedro Alves

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