Rei Morax impera em Imperatriz de Mark Millar

Imperatriz é a nova proposta da G.Floy Studio. A ficção-científica de Mark Millar, com arte de Stuart Immonen, é preenchida de ação e com um vilão implacável, o Rei Morax, talvez o personagem mais empático da história, apesar da sua extrema brutalidade.

 

É mais do que natural que a Rainha Empoira fuja do seu marido, o implacável Rei Morax, que fica ainda mais sanguinário aquando da fuga da mulher, que leva consigo os três filhos e é ajudada pelo seu guarda-costas Dane. A partir de então, a perseguição pela galáxia começa, numa procura onde a vida não tem significado nenhum para Morax, que apenas pretende se vingar da audácia de Empoira.

«Imperatriz» vive muito das cruéis e implacáveis ordens do Rei do Universo, que não admite ser contrariado. O seu reinado (sobre)vive do medo, apenas e só do medo. Não há nada que o faça mudar de ideais, nem mesmo o amor da filha, por exemplo. Pelo contrário, não se entende, em termos argumentativos, os constantes “pulos” de planetas em planetas por parte de Emporia e o seu grupo, algo que parece ser um refúgio de Millar para “encher” páginas, já que raramente explora essa presença nesses Mundos.

Para isso, nada melhor do que os traços de Immonen (e com as cores de Wade von Grawbadger e Ive Svorcina), que acaba por ser uma das justificações da compra desta banda desenhada. O universo de fantasia de «Imperatriz» é enorme e único, um rico trabalho que dificilmente vai defraudar os amantes da ficção-científica.

Por último, e apesar de ser o primeiro volume, este arco não deixa de ser uma trama “fechada”, fruto do seu final. Portanto, uma excelente oportunidade para o leitor escolher ou não seguir a aventura da Rainha Empoira pela galáxia, no entanto uma rainha que tem muito que contar devido ao seu misterioso passado…

Aguardemos portanto os próximos arcos da G. Floy Studio.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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