E finalmente Kyle Barnes assume o seu papel de exorcista em Outcast

O terceiro capítulo de «Outcast», “Uma Pequena Luz”, do criador da série de televisão “The Walking Dead”, Robert Kirkman, e com desenhos de Paul Azaceta, foi publicado recentemente pela G. Floy Studio. Um volume decisivo até ao momento, já que o seu protagonista, Kyle Barnes, assume finalmente o papel que o destino escolheu para si.

 

Neste terceiro volume, e a conta-gotas, como aconteceu aliás nos anteriores dois números, conhecemos mais dados sobre Barnes. Todavia, agora, há um importante avanço em termos argumentais, já que, após duvidar do seu lugar no mundo, fruto do seu traumático passado, o protagonista resolve, embora com muitas dúvidas, aceitar o seu papel de “libertador”, um papel que acaba por ser fulcral para salvar, por exemplo, a sua ex-mulher, a sua filha e a sua irmã.

Como é habitual, Kirkman gere na perfeição os conflitos existentes, divulgando a informação nos momentos certos, o que aumenta a apreensão do leitor, que acompanha com receio os monstros que literalmente assolam no interior das personagens. Mas também no exterior… O criador de “The Walking Dead” comprova mais uma vez ser um especialista no género, numa BD onde o terror impera em cada página, mesmo nas situações aparentemente mais “brandas”. Mas sempre ao seu ritmo, pausado, sem pressas, conduzindo o leitor com calma para onde deseja, mesmo sendo um género onde é necessário muita ação para manter o interesse de quem lê.

Comparando com o segundo volume, este “Uma Pequena Luz” consegue ser muito mais interessante, fruto da energia (terror?) que emana das suas páginas, construídas com primor e segurança por Azaceta, que, através de uns traços ausentes de modernidades, apresenta um trabalho clássico voltado em pleno para os dias de hoje (as pequenas vinhetas inseridas nas vinhetas maiores são apenas uma prova disso).

«Outcast» caminha para onde?

Neste terceiro volume, respira-se mais do que nunca a proximidade de uma guerra entre o Bem e o Mal, o que aumenta a expetativa para os futuros números. As forças demoníacas rondam de vez a vida de Kyle Barnes, que encontra no reverendo Anderson uma ajuda primordial para o seu novo papel.

Possessão, exorcismo. Entre o que “entra e sai”, Kirkman apresenta os seus twists argumentativos, imprescindíveis para manter o interesse na história. Há sempre novos dados a descobrir, a absorver, embora o mistério continue intacto, já que é quase impossível descobrir para onde Kirkman quer levar a sua série, além do previsível conflito entre o Bem e o Mal (pelo menos assim cremos…).

Até lá, cabe a nós desfrutar desta BD, mais um grande título da G. Floy Studio.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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