Uma história de espiões com dois grandes nomes da BD

«Kingsman: Serviço Secreto», com argumento de Mark Millar («Ultimate X-Men», «Wolverine: Velho Logan» e «Guerra Civil») e Matthew Vaughn e ilustrações de Dave Gibbons (lendário desenhador de Watchmen), é uma oportunidade de ouro para entrarmos no Mundo da Espionagem, já que o leitor acompanha a formação de um jovem problemático por parte do seu tio, membro dos serviços secretos britânicos.

 

Um argumento ao nível dos melhores filmes de James Bond, numa história onde a ação é frequente e jamais deixa o leitor respirar. Condenado a uma vivência obscura e teoricamente sem futuro, um jovem rufia, Gary London, é salvo pelo tio Jack London, agente secreto britânico, que tem como objetivo tornar o sobrinho num espião, mas principalmente num cavalheiro, fazendo que o filho da sua irmã deixe de vez a sua vida autodestrutiva.

«Acabaram-se as roupas foleiras e as jóias vistosas e apareceram os fatos elegantes de Savile Row e o guarda-chuva à prova de balas», podemos ler na sinopse, que refere ainda que o jovem será lançado «numa viagem à volta do mundo para desvendar uma conspiração que implica raptar os mais famosos atores de ficção-científica de sempre e um plano para erradicar 90% da raça humana!»

O grande mérito de «Kingsman: Serviço Secreto» é Millar apresentar um confronto entre duas “Inglaterras”, a proletária e a alta burguesia. O choque cultural entre estas duas realidades é um dos grandes trunfos da banda desenhada, já adaptada ao cinema (este ano estreou no grande ecrã o segundo filme desta série). Ao mesmo tempo, o argumentista aborda o eterno tema da descoberta do “Eu”, o complicado caminho que todos temos de trilhar tendo em vista o amadurecimento.

No entanto, Mark Millar e Matthew Vaughn não falham no aspeto mais importante da banda desenhada, já que tudo o que alguém imagina sobre histórias de espiões encontrará em «Kingsman: Serviço Secreto». Tiros, explosões, reviravoltas, violência, lutas, sempre com extremo realismo urbano por parte de Dave Gibbons (embora menos sofisticados como em «Watchmen»). Na realidade, dificilmente esta BD seria uma deceção, já que engloba dois dos grandes nomes da Nona Arte.

De referir que «Kingsman: Serviço Secreto» é um dos livros englobados na promoção que a G. Floy apresenta neste Natal.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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