Borg vs McEnroe: um duelo que (n)os faz crescer

Ao se sentar na sala de cinema, prepare-se o espectador para assistir a um filme de acção. Não se tratam de perseguições automóvel, tiros ou explosões. Neste drama biográfico sobre a «rivalidade» entre o sueco Björn Borg e o norte-americano John McEnroe, lidamos com emoções, com o seu controlo ou descontrolo; aproximámo-nos das cabeças dos dois tenistas, entramos nelas e percebemo-las. Quem gosta de ténis ficará a gostar ainda mais; quem não liga, pode ser que passe a dar-lhe mais atenção. O nosso crítico Sérgio Diamantino bate palmas.

 

A realização do dinamarquês Janus Metz quase roça o documentário dramatizado (docudrama). A linguagem usada – com os planos aproximados e com bastante tempo de leitura nos grandes planos – ajuda-nos em muito a entrar no que se passa na cabeça dos dois protagonistas. Aliás, tanto o norte-americano Shia LeBeouf (no papel de John McEnroe) como o sueco Sverrir Gudnason (no papel de Björn Borg) têm prestações dignas de recordação.

A título de curiosidade, o jovem Björn Borg é representado por Leo Borg, filho do tenista sueco.

Destaque também para a edição. Não apenas nos «flashbacks» em todo o filme, mas principalmente no jogo entre Born e McEnroe. Para quem não se recorda no encontro, será certo que a dinâmica entre as imagens e o áudio irá prender o espectador à cadeira.

 

 

Ficha técnica:
Título em português: «Borg vs McEnroe»
Título original: «Borg vs McEnroe»
De: Jérôme Salle
Com: Sverrir Gudnason, Shia LeBeouf, Stellan  Skarsgard e Tuva Novotny
Género: Drama / Biografia
País: Suécia / Dinamarca / Finlândia
Duração: 107 minutos
Ano: 2017

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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