De Braços Abertos para receber Atomic Blonde – Agente Especial

Se por um lado «De Braços Abertos» está uns furos abaixo das expectativas, «Atomic Blonde – Agente Especial» está acima, defende Sério Diamantino. O mote da película francesa tinha (e tem) mais do que matéria-prima para nos fazer rir, mas o resultado às vezes parece forçado. Já o filme de acção que decorre cinco dias antes da queda do muro de Berlim mostra-nos espionagem como há muito não acontecia (ao género da saga Bourne).

 

«Atomic Blonde – Agente Especial»

Charlize Theron mostra todo o seu talento seja nos momentos de simples diálogos seja nas excelentes coreografias de luta corpo-a-corpo (e há bastantes). A actriz sul-africana veste a pele de Lorraine Broughton, agende secreta enviada a Berlim para recuperar um dossier (uma lista) com os nomes de vários agentes secretos duplos.

Na capital alemã, Lorraine cruza-se com outro agente secreto da sua agência, um excelente James McAvoy (que já conhecemos da série X-Men) na pele de David Percival. Entre Theron e McAvoy, a espionagem é uma roda vida. Destaque ainda para as participações do sobejamente conhecido John Goodman (como operacional da CIA) e da francesa Sofia Boutella (que já conhecemos de A Múmia) como agente secreta francesa.

A película – baseada na novela gráfica «The Coldest City» de Anthony Johnston – é realizada pelo actor, produtor e coordenador de duplos David Leitch (co-realizador de John Wick e realizador do ainda por estrear Deadpool 2) e conta com argumento de Kurt Johnstad (que escreveu «300» e «300: O Início de um Império»).

Ficha técnica:
Título em português: «Atomic Blonde: Agente Especial»
Título original: «Atomic Blonde»
De: David Leicht
Com: Charlize Theron, James McAvoy, John Goodman e Sofia Boutella
Género: Mistério / Acção / Thriller
País: EUA
Duração: 115 minutos
Ano: 2017

 

 

«De Braços Abertos»

A comédia francesa está de parabéns e é exactamente por isso que este «De Braços Abertos» fica aquém das expectativas daquilo a que França nos tem habituado ultimamente. Principalmente porque grande parte desta equipa foi quem nos trouxe o talentoso «Que Mal Fiz Eu a Deus».

Christian Clavier veste a pele de Jean-Etienne, um escritor abastado que pretende dar o exemplo social de que quem é mais desafogado financeiramente deve ajudar os mais desfavorecidos. Ora este escritor acaba por receber em sua casa uma família de ciganos com dificuldades. O mote tem mais do que pano para mangas para situações hilariantes mas o resultado é, muitas vezes, forçado (e exagerado) e fica aquém da naturalidade desejada.

No papel principal encontra-se, naturalmente, Christian Clavier (que tanto nos fez rir em «Que mal fiz eu a Deus?») que se cruza com o não menos talentoso Ary Abittan, no papel de Babik – chefe de família cigano, exigente e de coração mole, que tudo faz para que a sua família não passe necessidade (que também vimos em «Que Mal Fiz Eu a Deus?»).

Além destas duas presenças do filme estreado em de 2014, esta película conta também com Philippe de Chauveron (que co-assinou o argumento de «Que Mal Fiz Eu a Deus» e agora realiza «De Braços Abertos») e o guião ficou ao cargo de Guy Laurent (que também já tinha co-assinado «Que Mal Fiz Eu a Deus».

Ficha técnica:
Título em português: «De Braços Abertos»
Título original: «À bras ouverts»
De: Philippe de Chauveron
Com: Christian Clavier, Ary Abittan, Elsa Zylberstein e Erwa Berruto
Género: Comédia
País: França / Bélgica
Duração: 92 minutos
Ano: 2017

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

Gostou? Partilhe pelos amigos