O Algarve de «Ir é o Melhor Remédio»

Mês de eleição do Verão, agosto aproxima-se a olhos vistos. Por isso, «Ir é o Melhor Remédio», de Teresa Conceição, editado pela Guerra & Paz, é um livro ideal para descobrirmos o que de melhor a região oferece. Este é o primeiro dia d´«A Semana “Nunca mais chegam as férias”». 

 

 

 

O anjo de Monte Gordo

 

Água quente é o que mais falta faz às praias portuguesas.

Beleza têm com fartura, mas, se a temperatura da água fosse mais convidativa, decerto teriam mais procura. Pois não vão mais longe: é já aqui em Monte Gordo, mesmo ao pé de Vila Real de Santo António e da fronteira com Espanha. Como se fosse preciso dizer isto em voz alta. Os Espanhóis já descobriram, os Algarvios sempre souberam. É a praia portuguesa mais próxima do Mediterrâneo, recebe correntes quentes. Logo, no Verão, temos romaria de famílias de fazer inveja a um domingo de futebol.

Ou ainda: se no metro em Lisboa fosse habitual viajar em fato de banho, poderíamos dizer que é como estar no areal de Monte Gordo em hora de ponta. Got the picture? Tem de ser por palavras, porque não me estou a ver a ir lá em Agosto tirar fotos.

É em tempo fresco que gosto dela. Aliás, escolhi-a para filmar um IR de Natal. Vazia de banhistas, cheia de pescadores e barcos de nomes curiosos. Para mim é um passatempo: colecciono nomes de embarcações em fotografia.

 

 

Pode ser mesmo uma proposta de diversão com a criançada: quem descobre o nome de barco mais patusco e inventa uma história para ele?

Alguns dos melhores baptismos estão nesta praia. Eu fiquei para sempre protegida por um anjo-da-guarda louro e de vestido azul… porque fui a primeira a vê-lo. Foi um caso de atracção mútua.

Quis vir comigo e transportei-o delicadamente na máquina fotográfica. Desde então, tem andado invisível no meu ombro. Sem nunca deixar o barco onde enfrenta as ondas no mar algarvio.

Verde Praia Verde

O aroma do pinhal ficou comigo desde a infância. É um cheiro de encher pulmões e de comer à dentada. Toma-se banho de verde antes de se tomar de azul.

É mancha de pinheiro-manso a perder de vista, antes de chegar à praia. Mas o que é vantagem para uns é problema para outros: é preciso descer escadas largas e quem leva crianças e muita tralha para o areal queixa-se.

 

 

Mas há maneira de levar o carro até mais perto da praia, para descarregar a família antes de ir procurar estacionamento debaixo de uma sombra. Existem diferentes passadiços de madeira de acesso à praia e bares com design cuidado ao pé da areia. Em cima, há esplanadas de preço acessível, lojinhas e hotel com vista.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

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