Filipe Azevedo surpreendido com o triunfo na Taça Continental da Ásia

No último fim-de-semana, o triatlo nacional alcançou novamente mais um grande resultado, desta vez com Filipe Azevedo, que venceu a Taça Continental da Ásia, numa prova disputada nas Filipinas. O português, que vive no Dubai, confessa que não esperava alcançar o triunfo.

 

Esperava alcançar o triunfo na Taça Continental da Ásia de Triatlo?
Depois de um bom início de época, com algumas provas de longa distância onde consegui obter bons resultados e boas sensações, sabia que estava numa boa forma. No entanto, sendo a prova com um formato diferente, e sendo a primeira da época, não sabia muito bem o que esperar. A vitória foi sem dúvida uma surpresa.

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Mas a preparação para a prova foi diferente da habitual?
Sim, este ano optei por fazer uma preparação mais específica em provas de longa distância e tive mais cuidado em termos de recuperação e nutrição. Penso que foi uma boa aposta e vou continuar a minha preparação desta forma. Esta prova foi o ponto de partida da época, no formato ITU. Ou seja, foi importante relativamente a nível de pontos a nível mundial. Agora sei como estou e o que necessito de trabalhar durante a restante época.

Filipe Azevedo fez uma prova de trás para a frente na Taça Continental da Ásia

O que houve de diferente nesta prova em relação a outras para teres alcançado este resultado?
Penso que o clima, que ajudou bastante no meu resultado final. Nos últimos dois anos e meio, trabalho e treino no Dubai, onde as condições climatéricas são bastante agressivas. Por esta razão tenho muita vantagem quando compito em sítios com um clima parecido.

Filipe Azevedo só soube que venceria a Taça Continental da Ásia nos 100 metros finais
Filipe Azevedo só soube que venceria a Taça Continental da Ásia nos 100 metros finais

Quais foram as principais dificuldades da prova? 
As condições da prova foram bastante duras, tínhamos um mar com temperaturas superiores a 28 graus, a juntar à uma elevada humidade, de 80%. E ainda 30 graus de temperatura. O seja, números que tornaram a prova bastante difícil.

O que poderia falar do percurso em si, dos três segmentos? Como decorreu cada um?
Na natação não me senti muito bem, perdi alguns segundos para o grupo fugitivo, mas consegui, com a ajuda de outros atletas, alcançá-los no ciclismo. Após alcançar o grupo, procurei resguardar-me e manter uma boa posição antes de chegar a transição.
Na corrida tivemos um grupo grande de atletas na primeira volta, éramos cerca de 12. O grupo foi reduzindo com o decorrer da prova, até que, a 2 km do fim, éramos apenas três. Nesse momento consegui mudar de ritmo e ganhar um pouco de espaço, que foi suficiente para me dar a vitória.
Apenas a 100 metros do fim da prova é que tive a certeza absoluta de que iria ganhar a Taça Continental da Ásia.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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