Filipe Azevedo no Dubai para poder treinar e trabalhar

Vencedor da Taça Continental da Ásia, Filipe Azevedo vive no Dubai desde 2015. Longe da família e dos amigos, o português “afoga as suas mágoas” nas condições que tem para trabalhar e treinar, algo que dificilmente teria em Portugal.  

 

Apesar da vitória, já analisou a prova? Onde o atleta Filipe Azevedo tem de melhorar?
Já analisei a prova, juntamente com o meu treinador, Lino Barruncho. No ciclismo e na corrida estou na minha melhor forma, o mesmo não acontece na natação. Vou continuar a focar a minha atenção na corrida e no ciclismo, mas, nas próximas semanas, vou prestar um pouco mais de atenção à natação

O Filipe Azevedo vive no Dubai? Há quanto tempo e porquê?
Mudei para o Dubai em outubro de 2015 após ter recebido uma proposta de trabalho. Trabalhar como treinador e, ao mesmo tempo, competir em provas pela empresa. Vi nesta proposta uma possibilidade de continuar a fazer triatlo e, ao mesmo tempo, ter um trabalho que permita conciliar o desporto com a minha vida profissional. Como sabemos, em Portugal, não há condições que permitam conciliar estes dois elementos.

No estrangeiro, Filipe Azevedo tem de viver com a saudade
No estrangeiro, Filipe Azevedo tem de viver com a saudade

E como tem sido a sua vida no Dubai? Quais as principais diferenças para Portugal?
A vida no Dubai é bastante diferente de Portugal. Uma cidade grande, com uma cultura diferente, mas com muito boas condições para treinar juntamente com uma grande comunidade de triatletas. Isso torna o Dubai num bom local para conciliar o trabalho com o desporto.

Filipe Azevedo ainda não pensa em Tóquio 2020

Para o Filipe Azevedo, quais são as três coisas positivas e negativas por estar longe e a viver no Dubai?
Em termos positivos de viver no Dubai, posso realçar as infraestruturas, piscinas, pistas… O clima, durante 9 meses, é perfeito para a prática de desporto. A oportunidade de poder conciliar o trabalho com o treino. Em termos negativos, temos o trânsito, algo normal para uma grande cidade, e o estar longe da família e dos amigos, o que, na minha opinião, é a parte mais difícil.

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E como isso influi na carreira do Filipe Azevedo? Por exemplo, o treino é dado pela federação?
Neste momento sou treinado por um dos membros da federação, Lino Barruncho. Não tenho a presença do treinador, mas estamos sempre em contacto para que eu faça tudo de acordo com o plano.

O objetivo é estar em Tóquio 2020? E isso é um sonho concretizável?
Penso que todos os atletas sonham com uns Jogos Olímpicos, mas, neste momento, não é o meu objetivo. Apenas quero continuar a melhorar e lutar por mais resultados como o que agora alcancei na Taça Continental da Ásia.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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