Diogo Simão pretende nadar 11,4 km, pedalar 540 km e correr 126,6 km

Após Miguel Carneiro ter concluído um Tri-Triatlo, outro português irá nadar 11,4 quilómetros, pedalar 540 quilómetros e correr 126,6 quilómetros. A iniciativa, Portugal Ultra Triathlon, tem como protagonista Diogo Simão, que vai unir o Estuário do Rio Minho ao ponto mais Ocidental da Europa, o Cabo da Roca.

 

O Portugal Ultra Triathlon está agendado para o dia 31 de maio e tem 78 horas como tempo máximo. Diogo Simão terá ao seu lado uma equipa de estafetas constituída por Manuel Maria Correia, Pedro Brito e Luís Madeira, que completarão os três segmentos isoladamente. Mas também a iniciativa permitirá a participação de outros, embora esteja sujeita à avaliação do currículo desportivo e à partilha dos valores da iniciativa, já que Portugal Ultra Triathlon é, acima de tudo, uma aventura solidária.

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«A sua missão é promover a prática desportiva e a adoção de estilos de vida saudáveis, colocando as comunidades em contacto com o desporto e a natureza, ao mesmo tempo que lhes dá a oportunidade de contribuir para apoiar crianças, jovens e projetos que não têm os recursos necessários para o efeito», refere um comunicado.

«Assim, todos os portugueses são convidados a participar na iniciativa de recolha de fundos que vai beneficiar quatro instituições que contribuem para a promoção do ambiente, do desporto ou da saúde e vida saudável em Portugal: a Associação Jorge Pina, a Associação Edificar a Esperança, a Casa do Povo de Lanhelas e um projeto a desenvolver na área do Parque Natural de Sintra Cascais. Os fundos obtidos serão atribuídos a projetos específicos, não podendo ser utilizados em gastos de funcionamento ou outros fins. De salientar que, sendo o Portugal Ultra Triathlon uma iniciativa sem fins lucrativos, os saldos sobrantes dos patrocinadores serão também doados no âmbito desta iniciativa. No âmbito desta política de envolvimento com a comunidade, os cidadãos são também convidados a acompanhar e participar no desafio, podendo fazer parte do percurso desde que cumprindo todas as regras de segurança, nomeadamente o código da estrada e demais legislação em vigor aplicável a quem circula na via pública e/ou em espaços públicos.»

Fadiga muscular e privação de sono serão apenas alguns dos obstáculos de Diogo Simão

Sobre o desafio em si, Diogo Simão tem consciência de que este será um dos principais desafios da sua carreira desportiva, principalmente devido aos obstáculos que terá de ultrapassar com o passar dos quilómetros e… horas:

Diogo Simão em preparação para a Portugal Ultra Triathlon
Diogo Simão em preparação para a Portugal Ultra Triathlon

«A nível desportivo este será um desafio extremo, pois é o triplo da distância de um Triatlo Longo para superar de forma contínua. A fadiga muscular, a privação de sono, a digestão dos alimentos, a falta de descanso são alguns dos desafios que teremos de enfrentar durante esta aventura, que deverá demorar 3 a 4 dias a concluir. Mas a grande aventura já começou há alguns meses quando nos propusemos a realizar este desafio conciliando atividades profissionais exigentes com o treino de três modalidades e a realização de uma iniciativa solidária para todos os portugueses.»

Aliás, Diogo Simão faz questão de salientar a importância social e desportiva do Portugal Ultra Triathlon:

«O Portugal Ultra Triathlon tem como objetivo incentivar a superação pessoal e fomentar o espírito de partilha e solidariedade, gerando valor social e apoiando as comunidades por onde se realiza. Queremos fazer a diferença na vida das pessoas, promovendo a vida ativa e saudável, mas também partilhando os nossos valores e princípios, beneficiando a comunidade. Por isso, gostávamos que os portugueses se juntassem nesta aventura solidária e dessem o seu contributo.»

Para quem desejar ajudar as quatro instituições apoiadas pelo projeto, foi criada uma conta específica na Caixa Geral de Depósitos com o IBAN PT50 0035 0127 00058650 003 20 (NIB 0035 0127 00058650 003 20)

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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