Tentaram cortar as pernas do triatleta Mhlengi Gwala

O triatleta sul-africano Mhlengi Gwala viveu um autêntico filme de terror em Durban durante o seu treino, quando três homens estiveram prestes a cortar as suas pernas com uma… serra.

 

Companheiro de treino de Gwala, Sandile Shange revelou à BBC que três homens interromperam o treino de bicicleta do sul-africano nas imediações da Universidade de KwaZulu-Natal. O problema foi o que aconteceu depois…

«Gwala pensou que era um assalto. Parou e entregou o smartphone, relógio e bicicleta. O problema é que eles não queriam isso. Ele foi arrastado para um local próximo da estrada protegido pelo mato e começaram a cortar as suas pernas…»

Shange adianta que os três indivíduos tinham uma serra e que o objetivo era amputar as pernas do seu companheiro de treino.

«Cortaram a sua perna até que chegaram ao osso. Como era uma serra muito utilizada, com a borda fraca, ela ficou presa. Então tentaram cortar a outra perna.»

Tudo terminou com os assaltantes a fugir e com Gwala a pedir ajudar, sendo levado de imediato para o hospital, onde se encontra estável.

«Não sei os motivos pelos quais eles fizeram aquilo. Não tenho medo, apenas penso na minha recuperação e em voltar a correr. Não quero pensar em nada negativo», afirmou Gwala após ter passado por uma operação que durou nove horas.

O triatleta sul-africano Mhlengi Gwala só pensa no seu regresso
O triatleta sul-africano Mhlengi Gwala só pensa no seu regresso

O acontecimento está a emocionar a África do Sul e as autoridades investigam o caso como se tratasse de um homicídio. Os médicos que operaram Gwala revelaram que o atleta poderá voltar a correr, embora o período de recuperação seja bastante longo e… caro.

Entretanto, a comunidade do triatlo já iniciou uma campanha de crowdfunding, com o intuito de arrecadar cerca de 50 mil euros, dinheiro suficiente para pagar as despesas médicas, a recuperação e… a bicicleta.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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