Miguel Carneiro vai nadar 11,4 km, pedalar 540 km e correr 126,6 km mas o sonho é a Arch to Arch

Miguel Carneiro vai nadar 11,4 km, pedalar 540 km e correr 126,6 km. Um “verdadeiro maluco”? A verdade é que o seu sonho era fazer um desafio ainda maior, o denominado Arch to Arch, que começa no Marble Arch, em Londres, e termina no Arco do Triunfo, em Paris. São 130 km a correr e 291 km a pedalar. Pelo meio, o Canal da Mancha (no mínimo, 33 km, mas tudo depende da maré). O problema é encontrar em Portugal apoio para um desafio destas proporções…
Miguel Carneiro foi o primeiro português a fazer um duplo IronMan, no ano passado. Este ano, em julho, na Alemanha, vai procurar concluir um triplo IronMan. O algarvio, que mora em Almada, refere que o sonho de fazer a Arch to Arch é já antigo, mesmo antes do duplo IronMan.
«Antes de fazer o duplo já queria fazer o Arch to Arch, que parece ser muito gira. No entanto, para este tipo de provas, são necessários muitos apoios. Além de todas as despesas inerentes ao atleta, a sua preparação, há as deslocações, o aluguer de um barco, etc. Não é fácil só uma pessoa arcar com todos estes custos.»
Miguel Carneiro refere que, nas provas de longas distâncias, «é essencial ter apoios», algo que, em Portugal, é muito raro de obter.
«São distâncias pouco vistas e conhecidas. Por exemplo, eu fui o primeiro português a fazer um duplo IronMan, no ano passado, poderei ser o primeiro a fazer o triplo. A verdade é que não se conhece estas distâncias muito bem e há muitos poucos apoios nestas vertentes, o que faz com que seja realmente muito complicado gerir um desafio deste tamanho. Além da dificuldade da prova em si, temos de estar preocupados em arranjar patrocínios e apoios. Não é fácil! O Arch to Arch exige um “budget” enorme, pois apresenta muita logística, como transportar todo o material, a equipa, o barco, que deve acompanhar os nadadores, etc.»
Miguel Carneiro recorda que, quando fez o duplo IronMan, «onde caí de paraquedas, já que não conhecia ninguém», conheceu atletas que já tinham no seu curriculum quatro, cinco, seis desafios com estas caraterísticas. 
«Conheci no aeroporto duas pessoas, um grego e um inglês. Ficámos na conversa e eles disseram as provas que já tinham feito. O duplo já era, para ambos, o quarto, quinto, sexto que faziam… Eles tinham objetivos diferentes do meu, mas já haviam feito vários duplos, triplos ou até mesmo cinco ou dez vezes a distância. Há provas assim, sejam seguidas ou divididas por dias. Há essas duas vertentes.»
Neste momento, Miguel Carneiro tem o foco na Alemanha, no triplo. O polícia dos estabelecimentos da Marinha garante que não tem nada previsto para o ano. No entanto, é evidente que o “bichinho” do Arch to Arch está lá dentro. Só falta os patrocínios…
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Pedro Alves

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