Ultramaratonista indígena vence UltraTrail Cerro Rojo com “gadgets” da sua terra

Sem sapatilhas topo de gama, casacos do melhor que há no mercado, meias XPTO, camisolas que fazem com que não haja transpiração, bastões de “carbono de vidro”, relógios com ultra sofisticados GPS, géis e líquidos que fornecem as nossas necessidades,… Em resumo: sem os gadgets habituais de todo o corredor de Trail, María Lorena Ramírez, de 22 anos e natural da comunidade indígena tarahumara, foi a grande vencedora da UltraTrail Cerro Rojo, na distância de 50 km.

 

 

Numa prova que contou com mais de 500 atletas oriundos de 12 países, María Lorena Ramírez provou que, mais do que equipamentos, é necessário vontade e querer. A sua imagem no pódio, com o seu “equipamento” de corrida, é uma das fotos mais virais da América Latina. Com o triunfo, a corredora da comunidade tarahumara levou para casa cerca de 300 euros. Mesmo com sandálias com sola de pneus, María Lorena Ramírez, que terminou a prova em 7h03, fez questão de participar na prova com as vestimentas do seu povo, acostumados a correr entre os barrancos da serra chihuahuense.

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Refira-se que Ramírez alcançou no ano passado o segundo lugar na Ultra Caballo Blanco, em Chihuahua, na categoria 100 quilómetros.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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