Javi Domínguez estabelece novo recorde na Tor des Geants

Na sua estreia na prova, o espanhol Javi Domínguez foi o vencedor da “enorme” Tor des Geants, com os seus impressionantes 338 quilómetros e 24000 metros de Desnível Positivo. E no primeiro ano que participou na prova…

 

Javi Domínguez terminou os 338 quilómetros da Tor des Geants com o tempo de 67h52m15, menos 2h29 que o tempo alcançado pelo compatriota Iker Carrera, até então o recorde do trajeto realizado pelo vale italiano de Aosta.

Na segunda posição ficou Oliviero Bosatelli, com 69h16m19, o vencedor do ano passado, que, desta vez, não conseguiu levar para seu país o título deste exigente Trail, que todos os ultramaratonistas ambicionam.

«Parece que a partida foi há um mês», referiu Javi Domínguez

Apesar dos números astronómicos da prova, estiveram presentes na linha de partida 867 corredores no domingo, o que demonstra a ambição de muitos em alcançar o desejado final, numa corrida em que os corredores levam todo o material necessário para o trajeto e que alcançam alturas superiores aos 2400 metros.

 

 

«Parece que a partida foi há um mês. Foi apenas há três dias, mas, evidentemente, são 24 horas e tens de estar concentrado em uma série de situações. O mal é não poder contar a ninguém…», afirmou Domínguez após ser coroado vencedor da Tor des Geants.

De referir que o espanhol esteve sempre a controlar a corrida. O italiano Franco Collé, que ainda liderou a prova, começou a sentir dificuldades no km 206, fraqueza que foi aproveitada por Javi Domínguez, que nunca mais abandonou a liderança da prova, terminando a corrida em Courmayeur.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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