Ryan Sandes e Ryno Griesel correram 1504 km (Desnível Acumulado de 150 mil metros) em 25 dias

Ryan Sandes e Ryno Griesel alcançaram um dos feitos do Trail, ao correrem a “Great Himalayan Trail” (GHT) em 25 dias. No total, correram 1504 km, superando um desnível acumulado de cerca de 150 mil metros.

 

O tempo oficial da façanha de Ryan Sandes e Ryno Griesel foi de 25 dias, quatro horas e 24 minutos, alcançando assim o “Fastest Known Time” (FKT), o tempo mais rápido do percurso. Praticamente, os dois ultramaratonistas correram o Nepal de lés-a-lés, num desafio que foi acompanhado por milhares de amantes da modalidade.

 «Foi a maior aventura da minha vida, algo incrivelmente desafiador, especialmente a nível mental para continuar, dia após dia, durante tanto tempo. Ocorreram muitos alto e baixos durante o percurso e muitos contratempos que não conseguimos antecipar, mas estou bastante contente por termos conseguido concluir este desafio», afirmou Sandes, um dos grandes nomes do Trail mundial.

Dedos congelados ou uma lesão na perna de Griesel, mas também encontro com pessoas bêbadas e com vontade de criar confusão, foram apenas alguns dos contratempos que os dois ultramaratonistas tiveram de ultrapassar durante os 25 dias, quatro horas e 24 minutos.

Watch Ryan and Ryno finish their 1504km FKT attempt of the GHT

Ryan Sandes and Ryno Griesel you absolute legends! This was the moment the two South Africans completed their FKT on a 1504km section of the Great Himalaya Trail in 25 days 4 hours 24 minutes… Video: Wandering Fever #GHT2018

Publicado por Salomon Running em Terça-feira, 27 de Março de 2018

No entanto, tanto Griesel como Sandes fizeram questão de salientar a amabilidade das pessoas, que os acolheram quando necessário, já que o Inverno no Nepal foi bastante duro este ano.

«Ali estávamos, dois sul-africanos barbudos e sujos, que falavam muito pouco a língua local, na porta das suas casas… Não só nos receberam sem questionar, como cederam as suas camas, indo eles para as casas dos vizinhos para que tivéssemos mais espaço. Foi incrível descobrir a humildade dessas pessoas

Novo tempo de Ryan Sandes e Ryno Griesel está a levantar questionamentos 

De referir que este novo registo oficial está a levantar alguma celeuma, já que há várias rotas possíveis para concluir a Great Himalayan Trail, que apresenta uma rede de caminhos que atravessa o país. No entanto, Ryan Sandes e Ryno Griesel fizeram questão de referir que o seu objetivo inicial era superar o tempo de Andrew Porter, obtido há dois anos. Os dois sul-africanos melhoraram o tempo em 3 dias e 9 horas.

«Sabemos que esta não é a rota mais difícil para cruzar o Nepal. Um FKT não está 100% regulado, permite a criatividade, permite a diferentes pessoas, com habilidades distintas, estabelecerem diferentes pontos de referência para que outras a possam superar», defende Griesel.

Ryan Sandes e Ryno Griesel comemoram a sua façanha
Ryan Sandes e Ryno Griesel comemoram a sua façanha

De referir que os dois sul-africanos já tinham num curriculum uma aventura conjunta, há quatro anos, quando superaram o recorde da Grande Travessia Drakensberg. Em relação ao futuro, Ryan Sandes, vencedor da última edição da Western States, por exemplo, não terá muito tempo para recuperar do esforço despendido agora no Nepal, já que está inscrito para a Transvulcania, a 12 de maio, e para a mítica Ultra Trail del Mont Blanc, a 31 de agosto, prova mais mediática da modalidade a nível mundial e um dos principais objetivos de Sandes para a presente temporada em termos competitivo, já que, em termos pessoais, alcançou agora com a obtenção deste novo registo.

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos