Ragna Debats e Pere Aurell, o casal sensação do Trail

No último fim-de-semana, uma casa foi a mais feliz no Mundo da Corrida, concretamente a de Ragna Debats e Pere Aurell. A primeira conquistou o título mundial feminino, o segundo venceu a sempre prestigiante Transvulcania.

 

Em entrevista ao Carreras por Montana, Ragna Debats garantiu que tinha feito um pacto com o seu companheiro: «Tínhamos de ganhar!»

E ganharam

Ela no Mundial de Penyagolosa Trails, ele na Transvulcania. O casal, que vive nos arredores de Barcelona, terminou as duas provas quase ao mesmo tempo, numa comunhão de triunfos algo improvável no Mundo da Corrida.

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«No dia anterior falámos por telemóvel e fizemos um pacto de incentivo: “Temos de ganhar, não há outro caminho”. Foi a mesma frase que falámos em 2015 na Transalpine Run, quando eu começava a encarar o Trail mais a sério em termos competitivos, quando tivemos um rendimento que nenhum dos dois esperávamos. Quando, na metade da corrida, disseram que ele estava em primeiro, prometi a mim mesmo que eu também iria cumprir a minha parte do trato», afirmou Ragna Debats à Carreras por Montana.

Ragna Debats contra a falta de apoio da federação holandesa 

Ragna Debats e Pere Aurell têm uma filha, Onna, e são um dos casais mais emblemáticos do Trail da atualidade, assim como Killian Jornet e Emelie Forsberg, provavelmente o casal mais famoso da modalidade.

A boa disposição é frequente entre Ragna Debats e Pere Aurell
A boa disposição é frequente entre Ragna Debats e Pere Aurell

Recorde-se que a holandesa ganhou o Mundial de Penyagolosa Trails com grande categoria, terminando a prova com o tempo de 9h55m00 (a segunda foi a espanhola Laia Cañes, com 10h11m11), enquanto Pere Aurell venceu a prova-rainha da Transvulcania com o registo de 7h37m26 (o segundo foi o russo Dmitry Mytayev, com 7h38m22).

Como curiosidade, Ragna Debats revelou ainda ao Carreras por Montana que não compartilhou o estágio da sua seleção como forma de protesto contra a falta de apoio que os corredores holandeses recebem.

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«Valorizo muito o papel do selecionador, mas é vergonhoso que a federação não nos ajude com os gastos de viagem e alojamento. Fui portanto para um apartamento pago pela minha própria conta. Depois de dois anos competindo pelo meu país, e alcançando bons resultados, este foi o meu particular boicote para denunciar a situação.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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