Pau Capell vence Transgrancanaria e garante presença no Mundial

Pau Capell venceu novamente a principal prova da Transgrancanaria, terceira prova Ultra-Trail World Tour, com 125 km e um desnível positivo de 7500 metros. Com o triunfo, o catalão garantiu a sua presença no Mundial de Trail.

 

A Transgrancanaria cumpriu com o esperado, com Pau Capell e o francês Aurélien Collet a darem um recital de Trail. O triunfo apenas aconteceu na parte final, aquando da última descida, desde Roque Nublo.

Salida Transgrancanaria HG desde la espectacular playa de Las Canteras ¡Esto es la TRANSGRANCANARIA! 🙌🏽#TGC2018 #yosoylatransgrancanaria

Publicado por Transgrancanaria em Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018

No entanto,  no início, quem ditou o ritmo foi o norte-americano Tim Tollefson, embora sempre vigiados de perto por Capell e Collet. Mais atrás, Crístofer Clemente, que acabou por terminar em terceiro, na sua estreia na distância. No quilómetro 39, um dos favoritos ao triunfo final, o russo Dmitry Mityaev, abandonou em Fontanales. Tollefson, que alcançou o terceiro lugar nos dois últimos UTMB, não conseguiu continuar no km 50, em Presa Pérez, com problemas na perna direita.

A corrida ficou então reduzida a dois nomes, com Capell a atacar de vez no km 82, terminando a prova com o tempo de 12h42, alcançando a segunda vitória na prova, algo para muitos poucos. Collet terminou a corrida com o tempo de 12h56 e Clemente cruzou a meta com o registo de 13h22.

 

Com o triunfo, Capell garantiu um lugar no Mundial de Trail, agendado para o dia 12 de maio, que fará parte da Penyagolosa Trails HG 2018 (85 km com um desnível positivo de 5000 metros).

Na prova feminina, vitória para Magdalena Laczak, com o tempo de 15h18, 22.ª colocada da classificação geral. Atrás ficaram Andrea Huser, com 15h58, e EKkaterina Mityaeva, com 16h12. Nota também para a brasileira Fernanda Maciel, sexta, com 16h59.

Nota ainda para o italiano Luca Papi, que, após terminar na quarta posição a Trans 360° (269 km), acabou por abandonar a Transgrancanaria no quilómetro 39. De salientar que o vencedor da prova maior do evento foi o também italiano Peter Kienzl, vencedor de 2016, que conclui com o tempo de 46h35m, menos 10 horas do que o tempo de 2017. Na prova feminina, a vencedora foi Annemarie Gross, com 67h04.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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