Pablo Villa vence a Ultra Pirineu

Contra todos os prognósticos, Pablo Villa escreveu o seu nome pela primeira vez na galeria de vencedores da Ultra Pirineu, 110 quilómetros com um desnível positivo de 6.800 metros.

 

Após surpreender tudo e todos ao alcançar o segundo lugar no recente campeonato de Espanha, Pablo Villa voltou a espantar o Mundo do Trail com a vitória na Ultra Pirineu, algo que sempre ambicionou na sua carreira (e por diversas vezes esteve próximo…) e que finalmente conseguiu este sábado, após 12h30m19. É verdade que Villa é um dos grandes corredores do pelotão, mas também é verdade que a prova deste ano contou novamente com grandes nomes do Trail, colocando Villa num segundo plano.

O triunfo, como era de esperar, não foi nada fácil, fruto da excelente prestação do russo Dmitry Mityaev, segundo, com apenas três minutos a mais que Villa (12h33n46). Na terceira posição ficou o francês Aurelien Dunand-Pallaz, com 12h44m15.

«Finalmente consegui libertar uma onda de emoções que estava guardada dentro de mim. Penso neste dia há muitos, sabia que tinha pernas para tal e que um dia o sonho seria uma realidade. Esta entrada na meta é o melhor momento da minha vida desportiva», afirmou o espanhol pouco momento depois do seu triunfo.

Luis Alberto Hernando conquista o título da Skyrunner World Series

Um dos grandes favoritos ao triunfo, Luis Alberto Hernando, terminou na sexta posição, com o tempo de 13h12m42. No entanto, o espanhol, campeão europeu e mundial este ano, conquistou o título da Skyrunner World Series. Hernando confessou que sofreu desde o quilómetro 45, «quando o motor quebrou», apesar de ter liderado a prova até o quilómetro 70 juntamente com mais quatro corredores, entre eles Villa, que pouco depois assumiu as despesas da corrida.

 

Altimetria da Ultra Pirineu
Altimetria da Ultra Pirineu

 

Dmitry Mityaev apanhou o espanhol em Sant Jordi (100 km), mas Pablo Villa encontrou forças para finalmente vencer a prova, um triunfo que sonhava há muito tempo. E a realidade chegou este sábado…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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