Inês Marques lutou para subir mais dois degraus na classificação do Mundial de Trail

Um dia depois de ser a melhor portuguesa no Mundial de Trail, Inês Marques confessa que gastou toda a sua energia na parte final com o intuito de subir mais dois degraus na classificação final, onde terminou no vigésimo lugar.

 

«É a segunda vez que represento a seleção nacional e, ao contrário do ano passado, saio deste Mundial satisfeita com a minha prestação! Estava com receio da distância, 88km, pelo que resolvi correr cautelosamente, de trás para a frente, hidratando-me, comendo e mantendo-me focada (não caí 😅).

Inês Marques recebe o apoio da comitiva nacional durante a prova
Inês Marques recebe o apoio da comitiva nacional durante a prova

Quem me via passar dizia que eu ia com boa cara…. Mas sofri… e muito!!! Gastei toda a energia que restava no sprint final, onde podia ter ganho 2 posições. E, apesar do ambiente competitivo, consegui desfrutar dos trilhos», confessou Inês Marques na sua página do Facebook.

Inês Marques não esqueceu o amigo Hélio Fumo

A melhor portuguesa no Mundial aproveitou ainda o seu post para agradecer todos os que estão «sempre» ao seu lado e que a motivam a se superar todos os dias. «Obrigada também ao staff dos abastecimentos, estava tudo impecável! Parabéns a toda a equipa portuguesa. Não tenho dúvidas que todos deram o seu melhor!»

Inês Marques não deixou ainda de enviar palavras de consolo ao «amigo» Hélio Fumo.

«Pude acompanhar toda a sua preparação e sei que deu tudo nos treinos para se apresentar na melhor forma no Mundial. Há que ultrapassar e continuar a levar sovas do Rui», salientou em tom de brincadeira, certamente para dar ânimo ao seu companheiro de treino em algumas ocasiões.

No final, uma palavra de homenagem ao “Rei”:

«Por fim, uma grande ovação para o Luis Alberto Hernando, tricampeão mundial, o Rei!»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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