Mohamed El Morabity e Natalia Sedykh vencem a primeira etapa da Maratona das Areias

Começou a festa da Corrida no Deserto com a primeira das seis etapas da Maratona das Areias (250 km), no Saara marroquino. Os vencedores do dia foram Mohamed El Morabity e Natalia Sedykh, num brilhante 19.º lugar da classificação geral.

 

Ao que parece, e como tem acontecido nas últimas edições, os irmãos marroquinos El Morabity vão discutir mais uma vez a vitória na “Marathon des Sables”, uma das provas mais emblemáticas do Mundo. Num duelo fraternal, o triunfo foi para Mohamed, que terminou a primeira etapa com o tempo de 2h11m30, apenas 12 segundos a menos que o seu irmão, Rachid, que procura alcançar o seu sexto triunfo, quinto consecutivo (longe ainda das nove vitórias seguidas do compatriota Lahcen Ahansal, entre 1999 e 2007).

No terceiro lugar do pódio ficou também outro atleta de Marrocos, Abdelkader El Mouaziz, com 2h13m00 (ex-maratonista, apresenta duas vitórias na Maratona de Londres, em 1999 e 2001, e uma vitória em Nova Iorque, em 2000. A sua melhor marca na distância é de 2h06m43).

O primeiro atleta não nascido em Marrocos a terminar a prova foi o peruano Remigio Quispe, quarto, com o tempo de 2h16m17.

Russa Natalia Sedykh brilha na prova feminina da Maratona das Areias

Na prova feminina, destaque em pleno para a russa Sedykh, primeira classificada no seu segmento com um honroso 19.º lugar da classificação geral. Terceira em 2015 e vencedora em 2016, o seu tempo final deste domingo, de 2h38m47, comprova que vai procurar este ano reaver o título de uma das provas mais míticas do circuito do Trailrunning.

Nas posições seguintes do pódio ficaram a norte-americana Magdalena Boulet (faz a sua estreia na prova), com 2h43m09, e a dinamarquesa Bouchra Eriksen, com 2h47m05.

Como é habitual desde sempre, a corrida começou com “Highway to Hell”, dos AC/DC. A festa começou…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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