Luis Alberto Hernandez conquista o tricampeonato no Mundial de Trail

Na véspera do Campeonato do Mundo de Trail, o bicampeão mundial Luis Alberto Hernandez confessava que poderia estar a viver o seu último dia como campeão. Enganou-se, já que vai suster o título por mais um ano, já que alcançou, pela terceira vez seguida, o triunfo no Mundial, desta vez em Sant Joan de Penyagolosa, em Espanha. Para o ano, o quarto título em Portugal?

 

Uma corrida assombrosa, de recuperação, não se intimidando com o ataque frenético de Zach Miller, que dominou a corrida durante cerca de 65 dos 85 km da prova, sendo ultrapassado de forma categórica por Hernando no momento certo, o que causou uma quebra psicológica enorme ao norte-americano, que, nos últimos 15 km, foi perdendo posições atrás de posições. Aos 78 km, por exemplo, já era quinto (terminou em oitavo)…

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Mais uma vez Hernando demonstrou que o importante não é como começa, mas como acaba. Numa prova onde mostrou uma regularidade e frieza impressionante, mesmo debaixo de uma enorme pressão, não fosse o Mundial deste ano ser realizado em Espanha, Hernando jamais se intimidou com o forte ataque de Miller, um ataque que muitos acreditaram que seria muito complicado de reverter, tal a frescura que o norte-americano demonstrava.


 

Mas Hernando fez a sua corrida, manteve a sua estratégia e, quando ultrapassou Miller, nunca mais largou a liderança da corrida, alcançando o seu terceiro título mundial consecutivo, algo realmente assombroso na modalidade. Na segunda posição ficou o também espanhol Cristofer Clemente, enquanto o britânico Tom Evans assegurou o último lugar do pódio.

Os anteriores títulos de Hernando foram conquistados no Parque Natural de Peneda-Gerês, em 2016, e, no ano passado, em Badia Patraglia (Itália). 

Por último, de salientar que Espanha conquistou também o título coletivo no Mundial, ou seja, um sábado de sonho para o Trail espanhol.

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Top 3 do Mundial de Trail

Luis Alberto Hernando, 8h38m35
Cristofer Clemente, 8h46m19
Tom Evans, 8h49m35

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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