Kilian Jornet poderá correr novamente o UTMB

Principal prova do Trail a nível mundial, sonho de qualquer ultramaratonista, o Ultra Trail Mont Blanc (UTMB) deverá ter novamente este ano a presença de Kilian Jornet, um ano depois do espanhol ter alcançado o segundo lugar, apenas atrás de François D’Haene, numa das edições mais fortes de sempre.

 

Jornet está inscrito no UTMB, embora a sua presença na prova apenas seja assegurada semanas antes da Festa do Trail mundial, entre 31 de agosto e 2 de setembro. O objetivo do espanhol será, novamente, se isolar na lista de atletas com mais vitórias no certame. Com o triunfo no ano passado, François D’Haene igualou o registo de Jornet, ambos com três vitórias em Chamonix.

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De referir que o atleta catalão sofreu recentemente uma lesão após cair durante a Pierra Menta, uma corrida de esqui de montanha por etapas em Areches Beaufort, nos Alpes franceses. Jornet apresenta uma rutura no perónio.

Até ao momento, há cerca de 70 corredores de nível internacional na prova, nove dos quais com mais de 900 pontos ITRA, o que comprova que a edição deste ano será também bastante competitiva, como aconteceu no ano passado.

Os favoritos do UTMB

Nos masculinos, além da provável presença de Jornet, nota para o campeão do Mundo Luis Alberto Hernando, que raramente alcança bons resultados em Chamonix. A armada espanhola é sempre bastante forte, mas a verdade é que os atletas dos Estados Unidos ambicionam alcançar a vitória. Como aconteceu em 2017, nota para a presença de Jim Walmsley, que, após a experiência do ano passado, deverá ser um dos nomes a ter em conta. Saliência também para os norte-americanos Hayden Hawks, vencedor em título do CCC, e Tim Tollefson, terceiro nas últimas duas edições. Por França, nota para Xavier Thévenard, bicampeão do UTMB, Sylvain Court e Michel Lanne, por exemplo. Referência ainda para o lituano Gediminas Grinius e o sul-africano Ryan Sandes, vencedor da Western States 2017 e que recentemente correu 1504 km (Desnível Acumulado de 150 mil metros) em 25 dias.

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No feminino, Núria Picas procurará alcançar o bicampeonato consecutivo. A espanhola terá como principal rival, provavelmente, a gaulesa Caroline Chaverot, vencedora em 2016. A França terá ainda as fortes Emilie Lecomte, Christelle Bard e Juliette Blanchet. Mimi Kotka e Andrea Huser, vencedora do último Ultra-Trail World Tour e segunda em Chamonix, representarão a Suíça, enquanto dos Estados Unidos estará a vencedora da Western States 100, Kaci Lickteig. Referência ainda para a sueca Mimmi Kokta e a chinesa Fuzhao Xang.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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