Jonathan Albon destrona o reinado de Luis Alberto Hernando no Mundial de Trail

Com recordes de participação de 53 seleções e cerca de 450 atletas, o Mundial de Trail tem finalmente um novo campeão, após o domínio do espanhol Luis Alberto Hernando nos últimos três anos. Num evento que decorreu em Portugal, concretamente em Mirando do Corvo, na Serra da Lousã (44 quilómetros e 2.100 metros de desnível positivo), a glória vai por inteiro para o britânico Jonathan Albon, quarto no ano passado.

Pela segunda vez no historial deste evento, Portugal recebeu o Mundial de Trail (a primeira foi em 2016). Desta vez, e ao contrário do que aconteceu no Gerês, Luis Alberto Hernando falhou o seu objetivo, algo que alcançou nos últimos três anos.

Tudo devido a Jonathan Albon, que, no seu currículo, tem títulos mundiais na Obstacle Course Racing World Champion, na Spartan World Champion (2014 e 2018) e na Skyrunning Ultra World Champion (2018), por exemplo. Também vencedor da Tromsø Skyrace em 2015, 2017 e 2018, uma das provas mais duras do calendário de Trail.

Mas a verdade é que o triunfo de Albon causou alguma surpresa, principalmente devido a armada espanhola, que pretendia alcançar mais uma vez o triunfo no Mundial de Trail, tanto a nível individual como coletivo.

No entanto, o britânico conseguiu ultrapassar tudo e todos, assumindo a liderança em pleno pouco depois da metade da prova. Já no km 31,5, por exemplo, apresentava uma vantagem de 1m30 diante do francês Julien Rancon e Christian Mathys, que, até então, assumiam a luta pela liderança da corrida.

Jonathan Albon no Mundial de Trail
Jonathan Albon no Mundial de Trail

Com uma vantagem agradável por gerir, Jonathan Albon acabou por conseguir controlar o “ataque” do francês Rancon e, merecidamente, alcançou a sua primeira vitória num Mundial de Trail, confirmando ser hoje um dos principais corredores do pelotão internacional, muito devido a sua impressionante versatilidade. No final, mais um título mundial na sua impressionante carreira, com o tempo de 3h35m34.

Nas posições seguintes ficaram Rancon (3h37m47) e o suíço Mathys (3h40m33).

Em termos coletivos, nota para a França, que deste modo “roubou” o título aos espanhóis, que ficaram em terceiro (Grã-Bretanha ficou em segundo). Em relação ao até tricampeão mundial Luis Alberto Hernando, o espanhol terminou na 11.ª posição. Como disse antes da corrida, o percurso do Mundial de Trail deste ano não era ideal para as suas caraterísticas…

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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