Jim Walmsley supera o seu próprio recorde na mítica Western States 100

Uma das corridas de sonho dos corredores de grande distância, o norte-americano Jim Walmsley superou o seu próprio recorde na Western States 100, numa nova demonstração da sua superioridade no Trail, sendo hoje, junto com Kilian Jornet, o nome da modalidade.

A Western States 100 é considerada por muitos como «a mãe de todas as corridas». Por isso o seu fascínio mundial, verdadeira referência no trail mundial e sonho de qualquer corredor da modalidade, apesar dos seus 160 km…

Um dos triatletas mais mediáticos do mundo, Jim Walmsley superou o seu próprio recorde no fim-de-semana. Se em 2018 ultrapassou os 5.500 metros de desnível positivo e os 7.000 metros de desnível negativo com o tempo de 14h30m04 a uma temperatira de 38 graus, agora o número 1 do ranking da ITRA correu a distância em 14h09m28, ou seja, a uma média de…5m16 o quilómetro.

No setor feminino, a vitória foi para Clare Gallagher, com 17h23m24, o segundo tempo da história da prova.

Jim Walmsleyes revela no Strava os seus treinos

Corredor bastante acarinhado nos Estados Unidos e um pouco por todo o Mundo, Jim Walmsleyes tem uma particularidade em relação aos seus adversários: revela a maioria dos seus treinos através do Strava. E admite que, por vezes, treina em demasia, um “problema” que já tinha quando era atleta de Atletismo na escola.

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«Mas gosto de correr assim e acredito que é o melhor para mim», afirmou há tempos, desvalorizando o overtraining.

Por último, Walmsley disse que vai procurar agora superar o recorde do Mundo do japonês Nao Kazami nos 100 km de rua, provando que, além do Trail, é um excelente corredor também de rua. O que ficou provado em janeiro último, quando correu uma Meia-maratona em 1h04m00 e registou o recorde do Mundo das 50 milhas (80 km) em 4h50m08 no passado mês de maio.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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