Jim Walmsley: nome grande do Trail faz 1h04 na Meia-maratona de Houston

Um dos corredores mais acarinhados do Trail mundial (recordista, por exemplo, da celebérrima Western States no ano passado), o norte-americano Jim Walmsley provou também todo o seu talento na estrada, concretamente na Meia-maratona de Houston.

 

Walmsley, de 29 anos, registou o tempo de 1h04m00 (30m20 aos 10 quilómetros), uma média de 3m02/km, um excelente tempo para um especialista em Ultra Trails, um especialista em provas de 100 milhas (160 km) ou mais km.

Apesar de ser um corredor oriundo do Atletismo, ao contrário de Kilian Jornet, por exemplo, a verdade é que o tempo do norte-americano não deixa de ser espantoso para um corredor com as suas caraterísticas, já que o Ultra Trail exige outras qualidades em comparação com os atletas de estrada.

 

Walmsley defendeu há algum tempo  que «falta capacidade de sofrimento» aos atletas que trocam a estrada pela montanha.

«Os corredores profissionais que correm o meio-fundo ou a Maratona se enganam se acreditam que podem correr facilmente nas montanhas. É necessário muitas horas de treinos longos com desníveis».

O norte-americano defendeu ainda que os melhores corredores de Trail estão por chegar.

«É complicado porque é necessário uma mentalidade especial, algo como o cérebro de Jornet e as habilidades atléticas de Bekele ou Mo Farah.»

No ano passado, e pela terceira vez consecutiva, o norte-americano foi considerado o melhor corredor de Ultra Trail do mundo pela revista Ultrarunning Mag. 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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