Ironman: tubarões ameaçam etapa australiana

O Ironman Busselton 70.3, no dia 6 de maio, e o Ironman WA, a 2 de dezembro, ambas provas na Austrália, estão ameaçadas devido aos tubarões que assolam a região. O avistamento dos mesmos em 2017 ainda está bem presente na memória de todos.

 

«Devido ao avistamento de tubarões no ano passado (…), os organizadores resolveram alterar o percurso da natação tendo em vista a proximidade dos atletas junto a costa. Os triatletas já não nadarão até o fim do molhe de Busselton durante a travessia (…), permanecerão, no máximo, a 300 metros da praia», podemos ler num comunicado da organização.

Um dos grandes atrativos do Ironman Busselton 70.3 e do Ironman WA era precisamente o segmento da natação, com os atletas a nadarem em paralelo ao molhe de Busselton, um dos pontos turísticos da região e local privilegiado para todos os presentes acompanharem in loco a prova. Na distância do Ironman, por exemplo, que é realizada no mês de dezembro, os atletas nadavam até o final do molhe, que apresenta aproximadamente uma extensão de dois quilómetros.

Perfomance dos atletas melhorará com o novo percurso

Todavia, e após o aviso do Instituto de Investigação da Austrália (CSIRO), que revelou a existência de cerca de 10 mil tubarões brancos na costa ocidental da Austrália, os organizadores dos dois eventos foram obrigados a alterar o percurso, como admitiu o diretor de comunicação do Ironman Oceania, Noel McMahon, que ressaltou que a segurança dos participantes é, obviamente, a principal prioridade dos dois eventos.

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Com a mudança do percurso aquático, a prova fica menos exposta às condições da maré, algo que sempre dificultou em demasia a performance dos atletas, que, ao estarem mais próximos da costa, podem ser socorridos de modo mais rápido do que no percurso anterior.

Evidentemente que todas essas modificações deverão ser analisadas mais próximas dos dois eventos, já que será necessário verificar o fluxo de tubarões na região. Mesmo com a alteração do novo percurso aquático, tudo poderá ficar anulado devido aos “reis” dos mares.

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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