Camille Herron e Nao Kazami eleitos Atletas do Ano para a International Associatrion of Ultrarunners

A norte-americana Camille Herron e o japonês Nao Kazami foram eleitos Atletas do Ano para a International Associatrion of Ultrarunners (IAU). Ambos derrotaram Patrycja Bereznowska, da Polónia, e Luis Alberto Hernando, de Espanha.

 

Se há uma referência no mundo das ultracorredoras, essa referência é Herron, que detém a melhor performance mundial, por exemplo, nas 12 horas (149,130 km) e 100 milhas (12h42m40). No ano passado, e aqui a justificação deste prémio, registou uma nova marca para ser batida por todos nas 24 horas, quando correu 262,193 km durante um dia, algo realmente assombroso.

Herron, com 35,6% dos votos, superou Patrycja Bereznowska, com 21,1%, e Nikolina Sustic, da Croácia, com 16,7%.

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Quem assombrou também este ano foi o nipónico Nao Kazami, que começou a correr Ultras em 2011, com um segundo lugar na Lake Saroma 50 km, com 3h10. Prova onde regressou em 2018, mas na distância de 100 km, alcançando o recorde mundial da distância, com o registo de 6h09m14. O anterior registo, de 6h13m33, foi estabelecido precisamente no mesmo evento por Takahiro Sunada, em 1998.

Na eleição da IAU, o nipónico, com 37,2%, foi mais forte que o campeão do Mundo de Trail Luis Alberto Hernando, com 21,1%, e o compatriota Hideaki Yamauchi, com 16,1%.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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