Hélio Fumo foi o melhor português no Campeonato da Europa de Skyrunning

O Campeonato da Europa de Skyrunning foi inserido na sexta edição da Gorbeia Suzien, 31 km e 2400 metros de desnível positivo num percurso realizado no Parque Natural de Gorbeia, no País Basco, em Espanha. Hélio Fumo foi o melhor português no masculino. No feminino, referência para Bárbara Fernandes.

 

Fumo terminou a prova na 25.ª posição, com o tempo de 3h25m20, mais 22m25 que o vencedor e novo campeão da Europa Aritz Egea, que cruzou a meta com o tempo final de 3h02m55, numa corrida que liderou desde o início, apesar da forte pressão dos principais nomes da prova, como Gyorgy Szabolocs-Istvan, Jokin Lizeaga, Cristóbal Adell e Antonio Martínez, que alcançou a segunda posição com o tempo de 3h06m25, um minuto a menos que Adell (3h07m29).

O segundo melhor português foi Mário Elson, na 33.ª posição, com o tempo de 3h31m37.

«Adoro a maneira como os bascos correm. E sabem porquê? Porque são destemidos, dão tudo por tudo desde o tiro de partida, não interessa como chegam, o importante é o que sentem, e são loucos a correr… e foi com esse espirito que arranquei para este Campeonato da Europa de Skyrunning, fazer jus à terra onde estava a correr. Correr a dar tudo desde o inicio, fazer aquelas subidas à morte e dar tudo naqueles rios de lama nas descidas. E assim foi. 
31km 2400D+ onde corri, sorri, diverti-me, dei tudo, sofri, marretei, aguentei, rebentei, cerrei os dentes e gastei o que tinha até à meta.. no fim emocionei-me… porque não sou um basco mas senti-me um deles…
Fica para a historia o meu 33°lugar na estreia», escreveu no Facebook.

 

Os três primeiros da Gorbeia Suzien
Os três primeiros da Gorbeia Suzien

 

Na prova feminina, a vitória foi para a romena Ingrid Mutter, com 3h37m47, numa prova bastante competitiva, tal o nível das participantes. Atrás ficaram a francesa Celia Chiron, segunda colocada na recente Buff Epic Trail, com 3h38m44, e Sheila Avilés, com 3h39m01.

A melhor portuguesa foi Bárbara Fernandes, na 35.ª posição, com o tempo de 4h49m51.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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