Colombiano apanhado a fazer fraude no UTMB perde o certificado de Finisher

O colombiano Javier Buitrago Rodriguez fez questão de comemorar a sua chegada no UTMB, um sonho de qualquer corredor de Trail, ainda mais com o tempo final de 32h03m18. O problema foi que não passou por alguns pontos de controlo…

 

Segundo o site corriendovoy.com, Rodriguez falhou cinco pontos de controlo, principalmente os mais complicados e duros, poupando no total 40 dos 167.50 km do percurso total. A primeira suspeita ocorreu nos refúgios de  Bertone ( 1976 metros) e Bonatti ( 2025 metros). Os outros foram em La Giete (1886 metros), Trient (1305 metros) e Les Tseppes (1893 metros).

 

A fraude de Javier Buitrago Rodriguez no UTMB
A fraude de Javier Buitrago Rodriguez no UTMB

 

«Ao vermos o gráfico, há pontos onde Buitrago apresenta médias de velocidade de 25 km/hora, aproximadamente 2m30 o quilómetro, subindo montanhas», escreve o corriendovoy.com, que acrescenta que, nas imagens em vídeo da corrida do colombiano, confirmou-se que o mesmo não passou por vários pontos do percurso, «precisamente por alguns que se encontravam nas zonas mais duras».

 

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A organização do UTMB já apagou o vídeo da chegada de Buitrago e, evidentemente, não o considerou um “Finisher”.

Oscar Buitrago garante que não participou do UTMB

 

O falso Oscar Buitrago
O falso Oscar Buitrago

 

Mas a história não termina na fraude da corrida, já que Javier Buitrago Rodriguez esteve inscrito no UTMD como Oscar Buitrago, atual embaixador da marca ALTRA Running no seu país. Ao ser citado erradamente por alguns órgãos internacionais pela “fraude que cometeu” (na verdade, Javier Buitrago Rodriguez), o verdadeiro Oscar Buitrago foi obrigado a escrever no Facebook que não competiu no UTMB. «Manifesto que no fim de semana de 1 de setembro estava na Colômbia.»

 

O post de Oscar Buitrago no Facebook
O post de Oscar Buitrago no Facebook
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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